A União Europeia aprovou nesta quinta-feira o sexto pacote de sanções à Rússia devido à sua agressão militar à Ucrânia, deixando o líder da Igreja Ortodoxa russa de fora da lista de indivíduos alvo de medidas restritivas, por pressão da Hungria.

Depois do acordo político alcançado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27 na cimeira celebrada segunda e terça-feira em Bruxelas, os embaixadores dos Estados-membros em Bruxelas deram “luz verde” ao sexto pacote de sanções, que tem como elemento central um embargo progressivo às importações de petróleo russo, anunciou a presidência francesa do Conselho.

Apesar de o pacote de sanções só dever ser publicado em jornal oficial na sexta-feira, várias fontes europeias indicaram que, depois de ter conseguido exceções para a Hungria a nível do embargo ao petróleo, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, logrou também que fosse retirado da lista de sanções o patriarca russo ortodoxo Cirilo, que fazia parte de uma lista de mais 58 indivíduos a serem sancionados, proposta há um mês pela Comissão Europeia, e da qual consta também o coronel e comandante da operação militar em Bucha, conhecido como “Carniceiro de Bucha”.

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