Chama-se “Kalina” e é a mais recente aposta militar da Rússia (que o Kremlin tem tentado manter em segredo). O projeto começou em 2011, sofreu atrasos, mas, de acordo com imagens recolhidas pelo Google Earth, a construção está em andamento.
Segundo o portal The Space Review, trata-se de um sistema de laser de alta precisão que estará a ser desenvolvido num complexo de vigilância espacial, localizado no oeste da Rússia. Com este equipamento, os russos querem “cegar” os sistemas electro-óticos dos satélites de imagem estrangeiros que sobrevoem o território russo.
O mecanismo inclui um laser móvel, conhecido como “Peresvet”, que está a ser construído desde o final de 2019. É com recurso a esse laser que o “Kalina” irá produzir imagens suficientemente nítidas que permitem localizar os satélites e, depois, atacá-los.
O “Kalina” faz parte do programa de expansão do sistema “LOL” (“Laser Optical Locator”), que inclui um telescópio com 1,3 metros, capaz de capturar imagens de alta resolução de satélites em órbita.
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Bart Hendrickx, cientista residente na Bélgica, publicou um artigo na Space Review onde refere que o objetivo do laser era a criação de um sistema para a “supressão funcional” de sistemas electro-óticos de satélites.
No fundo, este sistema ótico é um telescópio concebido para direcionar aos satélites raios laser com grande precisão, com base nas imagens captadas pelo “Kalina”.
“Rockets” americanos dificultam tarefa russa
A ajuda que os Estados Unidos da América estão a fornecer à Ucrânia tem permitido, nas últimas semanas, a destruição de vários postos de comando, centros logísticos e depósitos de munição russos.
Os russos não têm conseguido contrariar esta ofensiva ucraniana que tem provocado grandes explosões nas regiões de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson. Para isto têm contribuído os meios de precisão de longo alcance e sistemas de “rockets” fornecidos pelo Ocidente.
Citado pela CNN, Vadim Denysenko, alto funcionário do Ministério do Interior, afirmou que os últimos ataques devem-se “às armas que a Ucrânia recebeu. Fomos capazes de destruir aproximadamente duas dúzias de armazéns com armas e ‘stocks’ de combustíveis e lubrificantes. Isto irá afetar a intensidade dos ataques”.