A Rússia vai deixar de operar a Estação Espacial Internacional (EEI) “a partir de 2024”, anunciou esta terça-feira o chefe da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Yuri Borissov.

“Vamos, sem dúvida, cumprir todas as obrigações para com os nossos parceiros” na EEI, garantiu Borissov, “mas a decisão de deixar esta estação depois de 2024 foi tomada”.

O chefe da Agência Espacial Russa anunciou a decisão após uma reunião, por videoconferência, com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Moscovo tinha advertido, em meados de março, que as sanções ocidentais contra a Rússia devido à guerra contra a Ucrânia podiam afetar o funcionamento das naves russas que abastecem a EEI, e por isso o segmento russo da estação, responsável pela correção da órbita da estrutura.

“O segmento russo garante que a órbita da estação seja corrigida, em média, 11 vezes por ano, incluindo para evitar os detritos espaciais”, explicou na altura Dmitri Rogozine, ex-responsável da Roscosmos, informando que a agência russa tinha enviado apelos aos parceiros norte-americanos (NASA), canadianos (ASC) e europeus (ESA) para “exigir o levantamento das sanções ilegais contra as empresas” russas.

A 1 de março, a agência espacial norte-americana NASA indicou estar a trabalhar em soluções para manter a EEI em órbita sem a ajuda da Rússia.

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