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A Casa Branca anunciou esta sexta-feira que a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor a 29 de outubro na cidade de Oleshky.
Segundo um comunicado da Presidência norte-americana, a trégua destina-se a permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de civis daquela cidade afetada pela guerra.
A Casa Branca explicou que Melania Trump tomou a iniciativa de estabelecer os contactos e que, juntamente com um representante, trabalhou diretamente com as lideranças russa e ucraniana para definir os termos do cessar-fogo.
O acordo anunciado limita-se à cidade de Oleshky, não abrangendo a totalidade da frente de combate entre os dois países.
Até ao momento, os governos da Rússia e da Ucrânia não comentaram o anúncio norte-americano nem confirmaram os termos do entendimento.
Situada junto ao rio Dniepre, que separa as forças ucranianas das tropas russas que ocupam a cidade, Oleshky enfrenta uma grave crise humanitária, marcada pela escassez de alimentos e medicamentos.
A cidade está há meses sem eletricidade, aquecimento ou água canalizada, enquanto as estradas de acesso se encontram minadas e repletas de veículos destruídos.
A presença constante de drones militares dificulta ainda mais a circulação e as operações de assistência à população.
Antes da invasão russa em grande escala, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, Oleshky tinha cerca de 24 mil habitantes.
A cidade foi ocupada pelas forças de Moscovo logo no primeiro dia da ofensiva e sofreu posteriormente bombardeamentos e incêndios que destruíram edifícios e danificaram infraestruturas essenciais.
A situação agravou-se em junho de 2023, quando a destruição da barragem de Kakhovka provocou inundações devastadoras na região.
Atualmente, os civis que continuam em Oleshky enfrentam riscos crescentes de fome e doenças, numa altura em que se aproxima mais um inverno rigoroso.
As autoridades ucranianas têm apelado repetidamente à realização de um cessar-fogo localizado para organizar operações de retirada da população civil.
Até ao anúncio da Casa Branca, Moscovo não tinha assumido qualquer compromisso nesse sentido.
Ao abrigo do direito internacional humanitário, a Rússia, enquanto potência ocupante, tem a obrigação de assegurar que a população civil sob o seu controlo dispõe dos bens essenciais à sobrevivência.
[Em dezembro de 2009, uma mulher é encontrada assassinada a tiro no estado do Rio de Janeiro. A polícia brasileira há-de confirmar que o corpo é de Rosalina Ribeiro, a herdeira de um milionário português, que tinha sido dada como desaparecida. A última pessoa conhecida a vê-la com vida tinha sido o advogado português dela, o ex-deputado e antigo líder parlamentar do PSD Domingos Duarte Lima. Já pode ouvir, em antestreia, o primeiro episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]