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“Estamos a perder um número enorme de pessoas. Temos feridos …”, começou por explicar na televisão russa Alexander Sladkov, um jornalista na zona do Donbass, antes de mudar rapidamente de tema e sublinhar os “grandes sucessos” russos na Ucrânia.
As declarações de Sladkov foram partilhadas esta segunda-feira por Francis Scarr, jornalista da BBC Monitoring que acompanha a televisão estatal russa.
No vídeo, traduzido por Scarr, Sladkov parece mudar abruptamente de assunto ao começar a falar sobre as baixas russas na guerra da Ucrânia, um tema que as autoridades do país têm evitado.
I'm fairly sure this is the first time ???????? TV has said anything like this since the invasion
Judging by how he changed direction, I think Alexander Sladkov forgot who he was talking to
"We're losing an enormous number of people. We have wounded. We're having…. great successes" pic.twitter.com/SLcNmYL4cq
— Francis Scarr (@francis_scarr) September 13, 2022
Retoma, então, a sua avaliação sobre a guerra, parecendo um pouco atrapalhado. “Estamos a ter grandes sucesso, mas não estamos …”, começa a dizer antes de um nova pausa a seguir à qual começa a relatar os danos causados aos sistemas de energia ucranianos no Donbass. Segundo Sladkov, a população da região destaca os “pontos” ganhos, mas pede um knockout.
As declarações surpreenderam o jornalista da BBC, que indica que Sladkov é um dos principais repórteres de guerra da televisão estatal russa. “Tenho quase a certeza de que esta é a primeira vez na televisão russa que alguém disse algo assim desde o início da invasão”, escreveu numa publicação no Twitter.
A Rússia não tem divulgado o número de baixas sofridas, mas, de acordo com a mais recente avaliação da Ucrânia, 53.300 soldados russos já morreram em combate.
2️⃣0️⃣2️⃣ days of full-scale #Russia’s war on #Ukraine.
Information on #Russian invasion.
Losses of the Russian armed forces in Ukraine, September 13. pic.twitter.com/3HZUkaWSRO— MFA of Ukraine ???????? (@MFA_Ukraine) September 13, 2022
O Kremlin mantém a garantia de que a “operação militar especial” vai atingir os objetivos estabelecidos e, esta terça-feira, o porta-voz Dmitry Peskov disse que “não está na agenda” a mobilização total ou parcial da população.