A Cofina confirmou esta sexta-feira, 3 de março, ter recebido contactos para eventuais negociações em relação à sua operação de media.
Depois das negociações das ações da Media Capital e da Cofina terem sido suspensas pela CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) no seguimento da notícia do Observador de que a Media Capital avançou na intenção de comprar a Cofina, a empresa liderada por Paulo Fernandes emitiu um comunicado confirmando “abordagens preliminares”.
“A Cofina esclarece que foram realizadas abordagens preliminares por diversos assessores externos, com vista a encetar possíveis negociações, que estão a ser objeto de análise pela sociedade”, diz em comunicado à CMVM, assumindo, no entanto, que “na presente data”, não há qualquer “decisão ou conversações, entre a Cofina e, nomeadamente, a Media Capital ou os seus acionistas”.
Já a Media Capital, em comunicado à CMVM, diz-se “atenta e disponível para analisar oportunidades de negócio que possam surgir”, podendo a Cofina estar integrada nessas oportunidades. É que, acrescenta a Media Capital, “quanto à aquisição da Cofina ou de ativos ou de negócios desta sociedade, nada existe de relevante para além do referido”, ou seja, para além da análise a oportunidades de negócio. Mas não ao ponto ainda de considerar haver informação privilegiada “de que devesse ter sido dado conhecimento ao mercado”.
No seguimento dos dois esclarecimentos, a CMVM determinou por volta das 15h20 o levantamento da suspensão, voltando a Media Capital e a Cofina às negociações em bolsa.
O Observador sabe que a Media Capital avançou na intenção de comprar o negócio de media da Cofina. A empresa liderada por Paulo Fernandes acrescenta, ainda, no comunicado que como sociedade gestora de participações sociais “avalia em permanência todas as oportunidades de negócio que possam valorizar os seus ativos, numa perspetiva de compra ou de venda”.
Media Capital, dona da TVI, em negociações para comprar Cofina, que detém Correio da Manhã
Tanto a Cofina como a Media Capital são cotadas e, como tal, terão de esclarecer o mercado. Ao Observador não tinham feito comentários. Tal como o Observador avançou, há aproximações depois de em 2019 a Cofina ter tentado comprar a Media Capital, o que acabou por não acontecer e Mário Ferreira ficou com a dona da TVI.
A suspensão das ações acontece normalmente quando há informação que a CMVM considera ser necessária para os intervenientes no mercado. Depois dos comunicados, se a CMVM considerar que está esclarecido, as ações voltam à negociação em bolsa.
(notícia atualizada às 12h50 com comunicado da Media Capital)