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A cidade de Bakhmut mantém-se sob forte pressão mas as forças ucranianas continuam a resistir. Terão sido repelidos mais de 130 investidas russas na cidade, só nas últimas 24 horas, segundo a Ucrânia.
Eis os principais destaques noticiosos deste 375º dia de guerra.
As unidades mercenárias do Grupo Wagner reivindicaram o controlo da estação ferroviária de Stupki, a norte de Bakhmut, o palco dos combates no leste da Ucrânia. “O assalto e a limpeza da estação de Stupki, no subúrbio de Artyomovsk [nomenclatura russa para Bakhmut] foram concluídos. O bairro está sob controlo total dos combatentes do Wagner”, refere um comunicado da milícia da autoproclamada república popular de Donetsk.
Pelo menos 13 pessoas morreram, incluindo um bebé de oito meses, na sequência de um ataque russo a um edifício residencial na cidade ucraniana de Zaporijia, no sul da Ucrânia, segundo o Departamento de Situações de Emergência da região.
Uma pessoa morreu na sequência de um ataque russo na região de Kharkiv, informou o governador, segundo o The Kyiv Indepedent.
O relatório diário da Defesa britânica, sobre a evolução da guerra na Ucrânia, afirma que os últimos reservistas russos mobilizados para o combate foram instruídos de que iriam atacar as posições ucranianas armados apenas com “pistolas e pás”. Essa referência a “pás” refere-se, provavelmente, às míticas pás MPL-50, há longas décadas muito usadas pelas forças armadas russas e que, além de servirem como pás convencionais são normalmente usadas para combate de grande proximidade e, até, como utensílio para cozinhar alimentos.
O apoio incondicional que o Presidente americano deu à Ucrânia desde o início da invasão russa encontra os primeiros entraves, com a deterioração da opinião pública e críticas da maioria Republicana.
Quem foram os países que mais ajudaram a Ucrânia, até agora? Portugal é o 12º que mais deu, em proporção do tamanho da sua economia. O think tank alemão Kiel Institute fala em “apoio muito limitado” a Kiev e revela que Espanha é um dos países que deram (ou prometeram dar) menos ajuda bilateral à Ucrânia, mas salta para o top 5 quando se inclui o apoio europeu e o peso de Espanha na UE. Portugal, aí, fica em 11º.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, defendeu que a comunidade internacional deve pressionar a Rússia a chegar à mesa de negociações para travar a agressão na Ucrânia e evitar uma possível utilização de armas nucleares.
O Governo turco disse este domingo que está a acelerar as negociações para prolongar o acordo de exportação de cereais, assinado entre a Rússia e a Ucrânia, que termina em 18 de março.