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Assinala-se o 433.º dia de guerra na Ucrânia. Uma terça-feira que fica marcada pela visita-surpresa de Augusto Santos Silva a Kiev, a convite do homólogo ucraniano, Ruslan Stefanchuk, durante a qual se encontrou com o Presidente ucraniano.
Em declarações à Lusa, por via telefónica, a partir de Kiev, onde está até quarta-feira em visita oficial, o presidente da Assembleia da República classificou a reunião com Volodymyr Zelensky como “bastante útil” e destacou o ponto “em que ficou mais claro o valor que Portugal acrescenta na gestão política e diplomática deste conflito”. Zelensky agradeceu a Portugal o “apoio” ao Estado e ao povo ucraniano.
A acompanhá-lo estará uma delegação de deputados do PS, PSD, IL e Bloco de Esquerda. De fora ficam o Chega, que Santos Silva já tinha anunciado que seria excluído de viagens oficiais, e o PCP, que se tem pronunciado recorrentemente contra o regime ucraniano.
O que aconteceu durante o final da tarde e a noite?
- O ministro da Administração Interna da Ucrânia, Ihor Klymenko, anunciou a formação de novo oito batalhões — compostos por 40 mil homens — para a contraofensiva que se avizinha esta primavera.
- Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, considerou que o sucesso militar da Ucrânia é a maneira mais eficaz de alcançar uma paz duradoura.
- “Foram tirados do nada.” Foi assim que o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reagiu aos dados apresentados ontem pela Casa Branca, que davam conta de 100 mil militares russos durante a guerra.
- As forças do Kremlin bombardearam a vila de Kozatske, na região de Kherson, num ataque que resultou na morte de um civil, um homem de 66 anos.
- Um comboio de carga russo descarrilou após uma bomba ter sido detonada nos carris na região de Bryansk, perto da fronteira com a Ucrânia, de acordo com o Moscow Times, que cita o governador da região.
- O Presidente russo, Vladimir Putin, inaugurou uma linha de metro de superfície em Mariupol, mas apenas à distância — facto que foi ridicularizado pelo conselheiro da Presidência ucraniana, Mykhailo Podolyak.
- Putin não foi convidado a estar presente na cerimónia de coroação do Rei Carlos III. A informação foi confirmada pela Reuters junto de fonte do governo britânico.
- A Comissão Europeia vai apresentar na quarta-feira um mecanismo para incentivar a produção de munições entre Estados-membros, vocacionado para lidar com o apoio à Ucrânia na resistência à invasão russa, e possibilitando a utilização de fundos de coesão.
- A Dinamarca vai enviar um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, no valor de 228 milhões de euros, de acordo com a Sky News, que cita o ministro da Defesa do país nórdico, Troels Lundo Poulsen.
O que aconteceu durante a manhã e as primeiras horas da tarde?
- Vladimir Putin foi avisado que poderá ser detido se participar presencialmente na cimeira dos BRICS, que se realiza em agosto na África do Sul. O presidente russo deverá participar no evento apenas por videochamada.
- As autoridades pró-russas de Lugansk alertaram que a Ucrânia poderá lançar a anunciada contraofensiva a 9 de maio, quando a Rússia celebra o dia da vitória sobre a Alemanha nazi (em 1945).
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Dois soldados canadianos mortos em combate em Bakhmut. Kyle Porter, 27 anos, e Cole Zelenco, de 21, morreram no passado dia 26 de abril depois de a unidade em que seguiam, e que era responsável pela manutenção de uma rota de abastecimento à cidade, ter ficado debaixo de fogo.
- Zelensky publicou m post de motivação às tropas e à população dos territórios “ainda” sob ocupação: “O nosso Estado já provou que pode vencer. Já provámos que podemos libertar a nossa terra do ocupante.”
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Andriy Yermak, chefe do gabinete da presidência ucraniana, avisou os russos de que “vão ter de pagar” por todos os danos que estão a infligir à Ucrânia. “As gerações futuras, que ainda não nasceram, vão pagar e ninguém lhes vai perguntar se querem ou não”, afirmou.
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Putin pediu ao governo russo para “clarificar” a forma como as empresas russas podem fazer o pagamento de dividendos a investidores dos “países hostis”, ou seja, que sancionaram Moscovo desde o início da guerra.
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O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, afirmou que o Exército da Ucrânia “perdeu mais de 15.000 soldados” no último mês de combates, “apesar da ajuda militar sem precedentes” por parte dos aliados de Kiev.
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Conversações para um novo acordo, intermediado pela ONU, para a exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro previstas para amanhã.
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Dmitry Peskov disse que a janela para prolongar o acordo de exportação de cereais através do Mar Negro está a encolher e que as conversações entre as partes ainda não obtiveram resultados. O porta-voz do Kremlin indicou ainda que o envolvimento “direito e indireto” da Alemanha na guerra da Ucrânia está a aumentar de dia para dia.
- Quanto a uma possível missão de Paz do Vaticano para terminar com o conflito, nem Peskov, nem a Ucrânia têm informações: “Não. Não sabemos nada sobre isso”, disse o Kremlin.
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Maria Lvova-Belova deu entrevista à Vice onde disse que crianças levadas da Ucrânia para Rússia foram “de férias, de borla” e falou até sobre o rapaz que adotou. Mykhailo Podolyak, conselheiro presidencial ucraniano, respondeu considerando que as palavras da aliada de Putin demonstram cabalmente por que razão é a Rússia “um modelo perfeito do inferno”.
- O Ministério da Defesa britânico diz que a Rússia “não dispõe de munições suficientes para ter êxito na ofensiva” e que tudo indica que a demissão de Mikhail Mizintsev, vice-ministro da Defesa da Rússia, responsável pela logística militar, tenha decorrido disso mesmo.
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A Match Group, proprietária do Tinder, deixará a Rússia até 30 de junho. Em comunicado, citado pelo The Telegraph, a empresa disse estar “comprometida em proteger os direitos humanos”.