Ao 469.º dia de guerra, o tema da destruição da barragem de Nova Kahkova foi dominante, com a continuação de trocas de acusações. Volodymyr Zelensky insiste em culpar a Rússia e insurgiu-se, esta quarta-feira, contra a inação da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Cruz Vermelha relativamente a este “desastre”. Por sua vez, o governador pró-russo de Kherson, Vladimir Sado, opinou que a destruição da infraestrutura até beneficia Moscovo, ainda que culpe Kiev.
O que aconteceu durante a tarde e noite?
- É uma principais propagandistas do Kremlin e é editora-chefe do principal canal de televisão russo, o Russia Today (RT). Num programa de televisão transmitido nos últimos dias, Margarita Simonyan apelou, surpreendentemente, ao fim da guerra. E deixou uma questão no ar: “Precisamos mesmo de territórios com pessoas que não querem viver connosco?”
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou às organizações internacionais humanitárias para que tomem medidas urgentes de ajuda às vítimas da destruição da barragem de Kakhovka.
- As milícias anti-Putin, que estão por detrás das incursões em várias localidades de Belgorod, anunciaram, através de uma rádio, que vão entrar na Crimeia brevemente.
- O governador pró-russo de Kherson, Vladimir Saldo, admitiu que a destruição da barragem dá uma vantagem “militar” à Rússia, mas insistiu que foi Kiev quem esteve por detrás do ataque.
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deu conta de que falou ao telefone com o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdoğan, e com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron.
- As Nações Unidas (ONU) consideraram provável que o impacto humanitário da destruição da barragem de Kakhovka, no sul da Ucrânia, “se agrave nas próximas horas” e que isso aumente seriamente os riscos de saúde das populações mais próximas.
- Após a destruição da barragem de Nova Kakhovka, pelo menos três pessoas morreram resultante das cheias que atingiram o oblast de Kherson, avançou Yevhen Ryshchuk, o autarca pró-ucraniano de Oleshky.
- O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou para os efeitos catastróficos da dispersão das minas após a destruição da barragem de Kakhovka, sul da Ucrânia, que coloca em perigo as populações e as operações de socorro.
O que aconteceu durante a manhã?
- Vladimir Putin, o Presidente russo, quebrou o silêncio sobre o assunto e descreveu o sucedido como uma “catástrofe ambiental e humanitária”.
- As autoridades ucranianas estimam que a explosão na barragem de Kakhovka, uma das seis que existem no rio Dnipro, possam afetar cerca de 42 mil pessoas. Depois da explosão da barragem e da central termoelétrica de Nova Kakhovka, pelo menos sete pessoas estão desaparecidas.
- Vladimir Leontiev, autarca de Kakhovka, falou à Interfax e avançou que o nível da água da barragem já começou a baixar, ainda que a diferença em relação ao dia de ontem seja pouco significativa.
- Na sequência da explosão da barragem de Kakhovka, na região de Kherson, só alguns patos e cisnes do jardim zoológico da região sobreviveram.
- Em Kherson, um bombardeamento numa zona residencial provocou a morte de uma pessoa.
- O Ministério da Defesa russo acusou “sabotadores ucranianos” de terem destruído, com uma explosão, na segunda-feira, parte do oleoduto de amoníaco Togliatti-Odesa
- “Não é verdade” que a ofensiva ucraniana tenha começado, referiu o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa ucraniano.
- Recep Tayyip Erdogan sugeriu aos seus homólogos ucraniano e russo que poderia ser “criada uma comissão com a participação de especialistas das partes beligerantes, das Nações Unidas e da comunidade internacional, Turquia incluída”.
- A vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Maliar, anunciou que Kiev fez avanços de “entre 200 a 1.100 metros” em variadas secções de Bakhmut. Rússia nega informações.