O WhatsApp tem um novo recurso na sua aplicação, que para os utilizadores da aplicação Telegram pode não ser uma novidade. A plataforma, propriedade da Meta, vai ter “canais”, que contarão com administradores que enviarão textos, imagens, vídeos ou stickers aos seus seguidores. São descritos como uma “ferramenta de transmissão unidirecional”, ou seja, as mensagens serão publicadas apenas pelos administradores do canal.
A nova funcionalidade, que foi esta quinta-feira anunciada em comunicado assinado por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, estará inicialmente disponível apenas na Colômbia e em Singapura. O WhatsApp diz que se encontra a “trabalhar com as principais vozes globais e organizações” desses países, incluindo a instituição Singapore Heart Foundation e o fact-checker Colombia Check. A plataforma indica que quer “levar os canais até mais países e, nos próximos meses, dar a todos a capacidade de criar um canal”. Questionada pelo Observador acerca da data da chegada da nova funcionalidade a Portugal, a Meta é vaga e limita-se apenas a mencionar que nos próximos meses será lançada em “mais países”.
Direitos Reservados
Os canais que o utilizador seguir vão aparecer num novo separador, denominado de “atualizações”, e não junto às conversas que mantém com familiares e amigos. Por acreditar que as mensagens dos canais não devem estar “visíveis para sempre”, o WhatsApp nota que o histórico só será armazenado nos seus servidores “durante 30 dias”. “Vamos fazer com que as atualizações desapareçam ainda mais depressa dos dispositivos dos seguidores”, garante.
O número de telemóvel e fotografia de perfil do administrador não serão mostrados aos seguidores, da mesma forma que seguir um canal não vai revelar o número de telemóvel do utilizador ao administrador ou a outros seguidores. Do lado dos administradores haverá ainda a opção de “bloquear capturas de ecrã e reencaminhamentos dos seus canais”.
O WhatsApp dá ainda conta, no comunicado, que como o objetivo dos canais passa por “alcançar um público mais vasto”, esses não serão “encriptados ponto a ponto por predefinição”. “Acreditamos, porém, que existem alguns casos em que a encriptação ponto a ponto de canais para um público limitado faz sentido, como para organizações sem fins lucrativos ou organizações de saúde. Estamos a explorar essa ideia como uma futura funcionalidade”, acrescenta a plataforma.