A contraofensiva da Ucrânia continua. Os ataques noturnos russos a territórios ucranianos também. Mas foram as declarações do fundador do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, que marcaram as primeiras horas da tarde do 475.º dia de guerra, que se assinala esta terça-feira. Assim como as declarações de Putin, que admite fragilidades nas defesas russas.
Ao ser questionado acerca da área pela qual o grupo lutará de seguida — após ter ajudado à conquista russa da região de Bakhmut — Prigozhin levantou dúvidas quanto à permanência dos seus mercenários em solo ucraniano. “Não tenho a certeza de que vamos trabalhar na Ucrânia”, adiantou. Porém, apesar destas afirmações, é preciso notar que o líder do grupo Wagner tem tendência a ser irónico nas suas declarações públicas.
O que se passou durante tarde e noite?
- Na mensagem divulgada à noite, por vídeo, Volodymyr Zelensky garante estar a haver avanços na contraofensiva, mas pede mais apoio militar dos aliados.
- Nesse mesmo vídeo diz que Putin tem de ser julgado pelos crimes de guerra.
- Durante esta terça-feira, Zelensky esteve reunido com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, encontro no qual se falou da situação criada com a destruição da barragem de Kokhavka. Zelensky aplaude a intenção da AIEA de ir ao terreno verificar os impactos desta destruição, nomeadamente na central nuclear da Zaporíjia.
- O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica já ia a caminho de Zaporíjia ao final do dia (em Lisboa).
- Depois de Putin ter ameaçado por fim ao acordo sobre cereais, a ONU diz que continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter vivo acordo para cereais, já que é necessário para que os preços das matérias-primas não voltem a disparar.
- Mais ajudas chegam à Ucrânia. Um pacote avaliado em 100 milhões pela Força Expedicionária Conjunta e mais 325 milhões de dólares dos Estados Unidos da América.
- Segundo o The Wall Street Journal, a CIA tinha alertado o governo ucraniano para não atacar gasodutos Nord Stream em junho do ano passado. A Ucrânia tem dito que as ações que aconteceram em setembro não foram de sua autoria.
- Putin diz que Rússia não precisa de declarar lei marcial mas assume que tem de aumentar defesas no território. E admite criar uma zona sanitária de defesa.
O que se passou durante a manhã e início da tarde?
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A Rússia lançou um “ataque maciço com mísseis” durante a noite na região de Kryvyi Rih, cidade natal do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Pelo menos 11 pessoas morreram e mais de 25 ficaram feridas.
- Em reação ao ataque à terra onde nasceu, Zelensky afirmou que os “terroristas russos nunca serão perdoados”. Mykhailo Podolyak, também reagiu, alertando que “decisões chave” ainda precisam de ser tomadas pela comunidade internacional.
- O Presidente da Bielorrússia, Lukashenko, afirmou que não deve haver hesitação em usar armas nucleares, caso seja necessário.
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As forças ucranianas terão avançado até um quilómetro em Berdyansk, na região de Zaporíjia, durante a noite.
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As Forças Armadas da Rússia dizem ter destruído ou capturado 11 tanques de fabrico alemão Leopard na Ucrânia. Terão capturado também veículos de combate Bradley, norte-americanos.
- O blogger russo Voenkor noticiou a morte de Sergei Goryachev, que diz ser “um dos mais brilhantes e eficazes líderes militares”. O Ministério da Defesa russo ainda não confirmou, nem negou a morte.
Major-general russo terá morrido em ataque ucraniano com mísseis na região de Zaporíjia
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O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a contraofensiva de Kiev para libertar territórios ocupados pela Rússia pode levar o Kremlin a sentar-se à mesa das negociações.
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A Comissão Europeia divulgou que pelo menos 14 Estados-membros já enviaram ajuda à Ucrânia, na sequência do colapso da barragem de Kakhovka.