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No 537.º dia de guerra o Ministério de Defesa da Rússia confirmou que durante o dia esteve a realizar exercícios com bombardeiros sob as águas internacionais do Ártico, garantindo que foram cumpridas todas as regulações necessárias. Foram lançados durante a manhã os Tu-160 e Tu-95МS, de longo alcance, capazes de transportar mísseis cruzeiro nucleares. A Rússia também disse ter mobilizado um caça MiG-29 após ter detetado a presença de uma aeronave norueguesa no Mar de Barents, que faz parte do oceano Glacial Ártico e que se localiza a norte da Noruega e Rússia.

No mesmo dia a Dinamarca revelou que acionou caças para identificar e intercetar as aeronaves russas, que sobrevoaram o espaço aéreo internacional sem contudo cruzar para o espaço aéreo dinamarquês. Também o Reino Unido tornou público que ativou dois Typhoon para acompanhar os bombardeiros russos que passaram perto das ilhas Shetland, na Escócia.

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Esta segunda-feira também fica marcada por um encontro do Presidente russo, Vladimir Putin, com o líder da Rosatom, a empresa estatal de energia nuclear. Alexei Likhachev terá transmitido a Putin estatísticas que indicam que a Rússia terá agora o segundo maior fornecimento de urânio a nível global.

Estes são os principais acontecimentos que marcaram as últimas horas:

O que aconteceu durante a noite?

  • Uma aeronave militar russa despenhou-se durante a aterragem num campo na região de Krasnodar Krai, avançou a agência estatal russa TASS, citando o Ministério da Defesa.
  • As autoridades russas revelaram que pelo menos oito pessoas morreram devido a uma explosão perto de um depósito de gás em Makhachkala, na região de Dagestão, avançou a agência bielorrusa Nexta.
  • A região de Kharkiv continua a ser alvo de bombardeamentos e, de acordo com as últimas atualizações das autoridades ucranianas, citadas pela CNN, um dos ataques russos provocou dois feridos — uma mulher de 62 anos e uma jovem de 14 anos.
  • Partiram de Chisinau rumo a Moscovo 21 diplomatas russos, depois de no mês passado as autoridades moldavas terem ordenado a sua retirada. É um novo ponto de tensão entre a Rússia e a Moldávia, um antigo estado na União Soviética.
  • O ministro do Desporto da Ucrânia afirmou que os atletas nacionais devem competir nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, mesmo que participem na competição desportistas russos. As declarações contrastam com a postura assumida até agora por Kiev, que chegou a admitir um boicote ao evento.
  • A Rússia pode vir a lançar uma onda de mísseis a propósito das comemorações de 24 de agosto, que marca o Dia Da Independência da Ucrânia, avançou o vice-líder dos serviços de informações ucranianos. Vadym Skibitskyi sugeriu que a Kiev também estar a preparar algo, notando que a Rússia “deve estar preocupada na véspera” desse dia.

O que aconteceu durante a tarde?

  • Lynne Tracy, embaixadora dos Estados Unidos na Rússia, encontrou-se hoje com Evan Gershkovich, o jornalista do Wall Street Journal detido há vários meses em Moscovo. A diplomata afirmou, segundo o jornal norte-americano, que o repórter está “de boa saúde e permanece forte apesar das circunstâncias”.
  • O banco central russo anunciou que vai realizar uma reunião inesperada sobre a sua taxa de juro, num contexto de desvalorização do rublo, que segue no nível mais baixo desde março de 2022 face ao euro e ao dólar.
  • O Departamento de Estado norte-americano anunciou hoje um pacote de assistência militar para a Ucrânia, avaliado em 200 milhões de dólares (cerca de 183 milhões de euros). O novo apoio decorre de um plano já aprovado pelo Presidential Drawdown Authority.
  • A Rússia continua a atacar as regiões de Kharkiv e Kherson, na Ucrânia. Um homem de 50 anos morreu quando as forças russas atingiram Kozacha Lopan, na região de Kharkiv, a apenas cinco quilómetros da fronteira com a Rússia, e dois ficaram feridos. Há também registo de um ataque a Podoly, no distrito de Kupiansk, onde ficaram feridas mais duas pessoas.
  • A administração local de Kherson diz que 111 pessoas foram retiradas desta região da Ucrânia, numa altura em que os ataques estão cada vez mais intensos.
  • A Procuradoria-Geral da Ucrânia anunciou que Valery Shaitanov, um antigo oficial dos serviços de informação da Ucrânia, foi condenado a 12 anos de prisão por ter partilhado informações com a Rússia.
  • O ministro das Finanças alemão está esta segunda-feira em Kiev para apoiar o país invadido pela Rússia. “A Ucrânia não pode perder esta guerra”, afirmou, numa altura em que as autoridades ucranianas estão a pressionar a Alemanha sobre o envio de mísseis.

O que aconteceu durante a manhã?

  • Os serviços de informação da Polónia detiveram dois cidadãos russos, que foram acusados de espionagem. Os homens terão distribuído material de propaganda do grupo Wagner em Cracóvia e Varsóvia.
  • A moeda russa ultrapassou a barreira dos 100 rublos por dólar na Bolsa de Moscovo, apesar das medidas introduzidas pelo Banco Central da Rússia (CBR, na sigla em inglês) para tentar conter a sua desvalorização. “Um rublo fraco complica a reestruturação da economia e afetava negativamente os rendimentos da população”, reagiu Maxim Oreshkin, o conselheiro económico de Vladimir Putin.
  • A Ucrânia condena as ações “provocadoras” da Rússia no Mar Negro, depois de, este domingo, um navio russo ter disparado tiros de aviso contra um cargueiro. A Rússia disparou tiros de aviso contra o navio Sukru Okan, que se dirigia para o porto de Izmail, na Ucrânia.
  • Li Shangfu, o ministro da Defesa da China, vai iniciar esta segunda-feira uma visita de seis dias à Rússia e Bielorrússia. A visita acontece depois de, na semana passada, a China ter marcado presença no encontro organizado pela Ucrânia na Arábia Saudita para discutir uma solução de paz.
  • A Rússia já está a trabalhar para equipar os novos submarinos nucleares com mísseis hipersónicos Zircon, avançou Alexei Rakhmanov, o CEO da United Shipbuilding Corporation, a maior empresa russa de indústria naval.
  • Num ponto de situação sobre as posições na frente de combate, as autoridades ucranianas indicaram que foram feitos avanços na zona ocidental de Zaporíjia e na parte ocidental de Donetsk durante o fim-de-semana. Revelaram ainda que foi possível libertar mais três quilómetros quadrados de território perto de Bakhmut, na região de Donetsk.
  • A Força Aérea da Ucrânia disse que, por volta das 5 horas locais (3 horas em Lisboa), conseguiu destruir um helicóptero da Rússia que se dirigia para a cidade de Bakhmut.
  • As forças russas lançaram três vagas de ataques contra a cidade portuária de Odessa durante a noite de domingo. Foi atingido um dormitório de um instituto de ensino, um edifício de habitação e ainda um supermercado no centro da cidade, segundo revelaram as autoridades. Os ataques a Odessa tornaram-se frequentes desde que, no mês passado, a Rússia suspendeu a participação no acordo de cereais do Mar Negro.