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Foi há 603 dias que a Rússia invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022. Esta quinta-feira ficou marcada pela aprovação no parlamento ucraniano do Orçamento do Estado para 2024 e por ter sido dado o primeiro passo para banir a Igreja Ortodoxa Ucraniana do país.

O que aconteceu durante a tarde e a noite?

  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia está convencido de que mais mísseis ATACMS serão entregues pelos Estados Unidos a Kiev. Dmytro Kuleba também acredita que no primeiro semestre de 2024 chegarão caças F16. As declarações do governante foram feitas numa entrevista ao canal televisivo 1+1.
  • A Verkhovna Rada, o parlamento ucraniano, deu a sua aprovação inicial à lei do orçamento do estado para 2024 que irá aumentar a despesa com o exército e a defesa do país, avança a imprensa ucraniana. Cerca de metade de toda a despesa orçada será para o setor da Defesa, devido à guerra com a Rússia.
  • Os deputados ucranianos votaram também a favor de um projeto de lei que é o primeiro passo para banir a Igreja Ortodoxa Ucraniana do país, devido às suas supostas ligações a Moscovo. Depois de meio ano de discussão e de sucessivos adiamentos, 267 deputados votaram a favor. A Igreja Ortodoxa Ucraniana considera esta decisão uma violação dos direitos humanos e uma perseguição à igreja, insistindo que desde maio de 2022 que se tornou independente da Igreja Ortodoxa Russa (ou Patriarcado de Moscovo).
  • O Patriarcado de Moscovo estará a criar as suas próprias empresas privadas de militares, acusa o SBU, o Serviço de Segurança da Ucrânia. Segundo um comunicado de imprensa, a liderança da Igreja Ortodoxa Russa já terá, pelo menos, uma milícia a funcionar, a Cruz de Santo André, sediada na Catedral Naval de Kronstadt, São Petersburgo. Ainda segundo o SBU, a igreja estará “empenhada no recrutamento e no treino de combate de mercenários para combater na guerra contra a Ucrânia”. O comunicado foi lançado no mesmo dia em que o Parlamento ucraniano deu o primeiro passo para banir a Igreja Ortodoxa da Ucrânia, devido a alegadas ligações com Moscovo.
  • Foi na rede social Telegram que o governador russo fez o alerta: “Hoje, às 10h10, uma unidade de defesa aérea que cobria o território da região de Rostov destruiu um alvo aéreo que se aproximava do território da região”, escreveu Vasily Golubev, frisando não haver danos ou vítimas a lamentar. A RIA Novosti, que avança a notícia, recorda que aquela zona fronteiriça é habitualmente atacada por militares ucranianos, através do uso de drones.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia está convencido de que mais mísseis ATACMS serão entregues pelos Estados Unidos a Kiev. Dmytro Kuleba também acredita que no primeiro semestre de 2024 chegarão caças F16. As declarações do governante foram feitas numa entrevista ao canal televisivo 1+1.
  • Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, já desapareceram 30 mil cidadãos ucranianos, revelou a diretora-geral da Comissão Internacional de Pessoas Desaparecidas, Catherine Bomberger, à Suspilne.
  • O Presidente da Rússia acusou o Comité Olímpico Internacional (COI) de “discriminação étnica” em relação aos atletas russos, que poderão ser autorizados a participar nos Jogos Olímpicos Paris2024 sob bandeira neutra, devido ao ataque militar à Ucrânia.
  • O líder opositor russo, Alexei Navalny, que cumpre uma pena de quase 30 anos de prisão, saiu hoje em defesa dos seus advogados que se encontram presos sob acusação de extremismo.
  • A aviação russa intercetou hoje um avião espião RC-135 e dois caças britânicos no mar Negro, divulgou o Ministério da Defesa russo, garantindo que cumpriu as regras internacionais para a utilização do espaço aéreo em águas neutras.

O que aconteceu durante a madrugada e a manhã?

  • Segundo o Pravda Ukrainska, o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia “confirmou indiretamente” os relatos de que forças ucranianas estão a avançar para a margem esquerda (leste) do rio Dnipro, já que anuncia que na frente de Kherson, a Rússia realizou ataques aéreos perto de Novoberyslav, Kozatske, Olhivka, Prydniprovske e Pishchanivka. Esta informação é relevante porque Pishchanivka está localizada na margem esquerda do rio Dnipro e o facto de estar a ser atacada pelos russos significa, em princípio, que haverá forças ucranianas naquela zona.
  • A atividade das forças ucranianas na margem leste de Kherson pode ser um indício de que uma operação de maiores dimensões esteja a ser preparada. Esta é uma das ideias defendidas no relatório diário do think tank Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês).
  • Apesar de ter sido reparada antes da data prevista, a circulação na ponte da Crimeia mantém-se condicionada e a segurança da estrutura tornou-se um fardo para Moscovo. Estas são as principais ideias do relatório diário do Ministério da Defesa do Reino Unido.
  • Um corredor económico trilateral — entre China, Mongólia e Rússia — é uma das possibilidades que Xi Jinping encontra para reforçar a cooperação entre os três países. As declarações do Presidente chinês foram feitas a Ukhnaa Khurelsukh, Presidente da Mongólia (país que faz fronteira com a China e a Rússia). Esta afirmação surge depois da visita de Vladimir Putin a Pequim.
  • O chanceler alemão,Olaf Scholz, considerou, esta quinta-feira, que a União Europeia deve continuar a enviar ajuda financeira para Kiev, mas sem recorrer a fundos adicionais.
  • A Rússia deteve a editora da Radio Free Europe/Rádio Liberty. Alsu Kurmasheva foi detida porque não se registou como “agente estrangeira” ao entrar no país. A jornalista, que vive em Praga, na República Checa, tem dupla nacionalidade, a norte-americana e a russa, e em maio visitou a Rússia devido a uma emergência familiar.
  • A Rússia atacou durante a noite as zonas norte, este e sul da Ucrânia, mas para já não há registos de mortos ou feridos, diz Kiev. Segundo o relatório diário da Força Aérea ucraniana divulgado no Telegram, foram usados 17 tipos de armas, desde mísseis a drones militares que tiveram como alvo edifícios industriais bem como infraestruturas militares e civis.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros russos está na Coreia do Norte para reforçar a cooperação com a Rússia e não poupou elogios ao apoio que Kim Jong-un tem dado a Moscovo na guerra da Ucrânia. “Valorizamos muito o vosso apoio sem ambiguidades às ações da Rússia na operação especial na Ucrânia”, disse Sergei Lavrov, segundo a agência russa RIA.