O regresso ao Emirates, palco da primeira derrota da era Amorim, estava longe de ser fácil dado o poderio do adversário. O jogo confirmou isso mesmo e voltou a revelar o que já tinha ficado patente na deslocação do Man. United a casa do Liverpool: é jogos de cariz elevado que os red devils se transcendem. A formação de Ruben Amorim entrou melhor no segundo tempo e marcou por Bruno Fernandes, mas quase deitou tudo a perder em dois minutos. O Arsenal empatou, Diogo Dalot foi expulso e Bayindir defendeu o penálti de Odegaard. O prolongamento não teve golos e o United fechou a vitória nos penáltis, com o turco em destaque (1-1, 3-5 g.p.).

Amorim não parou no vermelho e saiu-lhe a sorte: Man. United elimina Arsenal nos penáltis depois de Dalot ter sido expulso

O que ficou de novo na retina foi a entreajuda e o espírito de sacrifício deste novo Man. United. Depois da expulsão de Dalot, a formação forasteira jogou mais de uma hora com um elemento a menos e não perdeu a compostura, conseguindo ainda encontrar forma de ferir o Arsenal. O caminho ainda é longo, mas outro dos dados que explica o crescimento dos red devils está relacionado com outro português: desde que Amorim chegou a Old Trafford, Bruno Fernandes apontou três golos e quatro assistências.

“Especialmente no primeiro tempo, jogámos melhor do que no primeiro jogo. Fomos melhores nos lances de bola parada, mais agressivos e mostrámos espírito de sacrifício, mesmo com 10 jogadores. A expulsão foi muito dura para nós. Houve algumas oportunidades do Arsenal. Os jogadores estavam muito cansados, mas eu senti desde o primeiro minuto que hoje era o nosso dia. Senti uma conexão com os nossos adeptos. Zirkzee? A vida tem destas coisas lindas. Há algumas semanas estávamos num momento difícil. Agora passámos com um golo do Zirkzee”, assumiu Amorim à Sky Sports.

“A vitória é muito importante para todos os jogadores. A sua vida como jogador de futebol tem ciclos e momentos e às vezes a sua vida pode mudar. Contra o Tottenham, apontaram o dedo ao Altay [Bayindir] e hoje ele também foi o nosso herói. Rashford vai sair? Não sei, veremos. Ele é jogador do Man. United, veremos. Ele tem que trabalhar e representar o clube. Ama o clube, mas tenho que fazer escolhas. Já falei sobre como tenho que fazer escolhas. Vamos continuar, ver o próximo jogo e tenho que fazer escolhas”, acrescentou. Na próxima fase o Man. United vai receber o Leicester.