Quando Rui Borges estava “certo” no Sporting mas o V. Guimarães continuava a considerar que não havia ainda nada feito, um nome foi começando a ganhar peso como sucessor do técnico de Mirandela: Luís Pinto. Apesar de ser ainda jovem (35 anos), tinha feito um bom trabalho no Fafe, comandou o Tondela até ao topo da Segunda Liga continuando agora a manter as posições de subida mesmo no segundo lugar e era apontado como hipótese mais forte para o banco dos minhotos. No entanto, uma outra possibilidade surgiu, gerou uma maior expetativa e foi mesmo aposta: Daniel Sousa. Três jogos depois, está a acertar a rescisão.
Daniel Sousa regressa ao ativo para treinar Vitória de Guimarães
Depois de ter começado com um empate no Algarve frente ao Farense, virando o encontro depois de estar a perder ao intervalo mas consentido a igualdade a dois no último minuto de descontos, o V. Guimarães teve uma noite quase de sonho na receção ao Sporting, virando de 1-3 para 4-3 em apenas 15 minutos antes de voltar a sofrer o empate no penúltimo minuto de descontos com um grande golo de Francisco Trincão.
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“Em primeiro lugar, quero agradecer aos adeptos. Acho que os vitorianos devem estar orgulhosos, eu estou muito orgulhoso. Houve um controlo muito grande da segunda parte, a primeira foi mais dividida. O que fizeram hoje foi incrível. Estão de parabéns. O estádio a ajudar também é muito importante. Segredo? É a alma desta equipa. Quando eu cheguei, ela já cá estava, há qualquer coisa de especial. Não tem que ver com táticas e com treinadores, tem que ver com os jogadores e é isso que me enche de orgulho. De novo a perder pontos nos descontos? Sinceramente, disse na conferência de antevisão que não estou tão preocupado com essa parte. Foi de uma valentia e de uma coragem muito grandes”, comentou então técnico vitoriano.
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Daniel Sousa deixava um bom cartão de apresentação no Estádio Dom Afonso Henriques e dificilmente poderia imaginar que esse seria o primeiro e último encontro em que estaria no banco dos minhotos. Apesar de ter começado a ganhar muito cedo frente ao Elvas, do Campeonato de Portugal, o V. Guimarães permitiu a reação do conjunto visitado com golos de Lucão e Nketia e foi mesmo eliminado da Taça de Portugal.
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Apesar dos protestos, ninguém poderia adivinhar o peso que a derrota teria, com clube e treinador sentados à mesa a negociar a rescisão pouco mais de 24 horas depois do sucedido. Se no início da temporada Daniel Sousa esteve apenas quatro jogos no Sp. Braga apesar de não ter sofrido qualquer desaire, entre as vitórias frente ao Maccabi Petah Tikva (2-0 e 5-0) e os empates com Servette (0-0, também na pré-eliminatória da Liga Europa) e Estrela da Amadora (1-1, Campeonato), agora esteve apenas três partidas em Guimarães.