Pior Man. United da história. Foi desta forma que Ruben Amorim reagiu a mais uma derrota dos red devils na Premier League, em casa, frente ao Brighton (1-3), partindo ainda uma televisão no balneário. A situação do clube de Manchester continua muito difícil e a equipa de Diogo Dalot e Bruno Fernandes está por esta altura no 13.º lugar, na metade inferior da tabela e muito longe das prestações de outros anos. E é aqui que entra a Liga Europa. Vista como a salvação da temporada do Man. United, Amorim tinha esta quinta-feira um desafio que podia carimbar o apuramento e deixar o clube a depender só de si para chegar diretamente aos oitavos de final.

O sistema tático, Rashford ou as fragilidades de Onana: por que é que a equipa de Amorim é a “pior da história” do Manchester United?

“Estava a falar mais de mim do que dos meus jogadores. É preciso ter em conta que perdi muitos jogos desde que aqui cheguei [sete em 15]. Falo sempre da mesma maneira. Estou frustrado, não devia dizer isto nestes termos, mas acho difícil esconder frustrações. O lado positivo é que disse exatamente as mesmas coisas no balneário cinco minutos antes. Sou direto com os jogadores. Críticas? Não pensei. Sou jovem, às vezes cometo erros. Geralmente não falo depois dos jogos, mas neste jogo precisava de falar. Talvez tenha sido um erro, fui para a conferência de imprensa nervoso e emocional, a dizer coisas que não deveria. Não prometo que não faça mais vezes”, abordou o português antes de enfrentar o Rangers.

Esta partida marcou os regressos de Lisandro Martínez e Garnacho ao onze inicial e a continuidade de Zirkzee como ponta de lança, para lá de Dalot e Bruno, numa fase em que se perspetivava a aposta de Amorim em Hojlund. Os primeiros minutos mostraram que o plano de jogo do português passava por colocar o capitão ligeiramente mais subido no terreno em relação aos médios Collyer e Eriksen, bem como a presença de Diallo na direita, o que obrigou defesa internacional português a atuar no flanco oposto.

Foi com essa estratégia que os red devils conseguiram conter os contra-ataques escoceses no início do desafio, embora por pouco tempo. Depois de uma perda de bola de Collyer, Raskin apareceu com perigo na área inglesa, mas Altay saiu rapidamente da baliza e aliviou o perigo (10′). Apesar do domínio, o Man. United demorou a criar ocasiões de golo, com a primeira a sair de uma arrancada de Garnacho que terminou com Raskin a defender por cima da baliza (23′). Na sequência do canto, De Ligt inaugurou o marcador de cabeça, mas o lance foi anulado por falta de Yoro, que obstruiu Propper (23′).

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Na reta final do primeiro tempo, Bruno Fernandes encontrou Diallo solto de marcação, isolou-o, mas o costa-marfinense permitiu uma grande defesa de Butland (36′). Na resposta, Altay não ficou atrás e defendeu um remate de longe de Igamane, que contou com um desvio em Lisandro Martínez (39′). O guarda-redes turco estava a ter mais uma noite inspirada e, na sequência do canto, voltou a exibir-se a grande nível, ao parar o tiro direto de Balong (40′).

Na segunda metade, Ruben Amorim decidiu trocar os posicionamentos no meio-campo e baixou Bruno Fernandes para ligar o jogo entre setores, colocando Eriksen nas costas de Zirkzee. A alteração teve quase efeito imediato, já que, num primeiro momento, o remate do médio internacional português saiu ligeiramente por cima, depois de desviar num defesa (52′). No canto, Eriksen levantou a bola para a pequena área e, quando tentava socar, Butland enviou a bola para dentro da sua baliza (53′). Pouco depois, Garnacho teve o segundo golo nos pés mas, num momento de infelicidade, acertou em cheio no poste (61′). Seguiu-se nova bola parada do médio dinamarquês e um cabeceamento de Maguire que passou perto do golo (66′).

Na parte final, Amorim lançou Ugarte e Mainoo para controlar o meio-campo, mas o Rangers acabou por chegar ao empate depois de um erro clamoroso de Maguire, que permitiu que a bola sobrasse para Dessers quando tinha tudo para a controlar. O nigeriano isolou-se e bateu Altay (88′). Quatro minutos depois e já no tempo de compensação, Lisando Martínez subiu no terreno e viu Bruno Fernandes a romper a defesa no lado oposto, colocou-lhe a bola e o português encostou de primeira para o 2-1 (90+2′). Com um sofrimento totalmente evitável, o Man. United regressou às vitórias e carimbou os playoffs, precisando agora de empatar contra o FCSB (fora) para garantir os oitavos de final. Pelo meio, a turma de Amorim visita o Fulham, no domingo.