Os trabalhos desta manhã na Assembleia da República foram suspensos pelo presidente do Parlamento, depois de uma troca de palavras sobre o lugar em que se senta Miguel Arruda na sala das sessões. O líder da bancada do Chega, Pedro Pinto, disse que “não pode responder pelo grupo parlamentar nem pelo que possa acontecer” durante a sessão plenária.

O líder do grupo parlamentar do Chega considera que é “desrespeitoso” Miguel Arruda “manter-se sentado ao lado do grupo parlamentar de que saiu” porque “desrespeitou o grupo parlamentar, o presidente do partido e da bancada e até o Parlamento” e que “excecionalmente não devia estar sentado” num lugar próximo da bancada do Chega.

Aguiar Branco deu conta de que a decisão da mesa para a sessão desta sexta-feira é de que “o deputado fica sentado na última fila, no posicionamento eleitoral tal como ocorreu nas últimas eleições”, remetendo alterações de lugares para a próxima Conferência de Líderes parlamentares.

O porta-voz do Livre, Rui Tavares, também entrou na discussão para provocar o líder parlamentar do Chega ao dizer que na intervenção de Pedro Pinto “nunca apareceu a palavra pedimos desculpa, temos vergonha ou fomos nós que o escolhemos” acrescentando que o Chega não pode querer “mandar” Miguel Arruda para outras bancadas “porque esta mala fica bem agarrada”. O burburinho que se gerou a partir daí levou Aguiar Branco a suspender os trabalhos e a chamar os líderes parlamentares para uma reunião.

Ao fim de 10 minutos, os líderes parlamentares regressaram, bem como o presidente da Assembleia da República e o deputado Miguel Arruda, que ficou a ocupar o mesmo lugar. Já o Chega retirou todos os deputados da fila que está ocupada pelo agora deputado não inscrito.