Há cerca de 10 dias, em Dural, a 36 quilómetros do centro de Sydney, a polícia australiana descobriu uma caravana que estava repleta de explosivos no seu interior. As autoridades estão a tratar esta ameaça como terrorismo, avançou o vice-comissário da polícia de New South Wales, David Hudson, em conferência de imprensa.
“A caravana continha uma quantidade de explosivos e algumas indicações de que poderiam ser usados de alguma forma para um ataque antissemita”, disse David Hudson citado pela agência Reuters. Segundo as autoridades, o alvo principal era uma sinagoga.
Segunda sinagoga vandalizada com suásticas na cidade australiana de Sydney
De acordo com a polícia — que afirma que tem havido uma escalada de ameaças contra a comunidade judaica — o perigo foi totalmente contido, não havendo mais ameaças a esta comunidade. O vice-comissário acrescentou ainda que foram feitas detenções, mas não detalhou quantas, quem ou com base em que acusação.
O incidente foi investigado por mais de 100 agentes no âmbito de uma operação conjunta de combate ao terrorismo que envolve a polícia estatal e federal, explicou o primeiro-ministro de New South Wales, Chris Minns: “Esta foi uma descoberta de um potencial evento que iria provocar um número elevado de vítimas. Só há uma forma de o colocar, que é ‘terrorismo’.”
Segundo a Reuters, a Austrália tem sofrido uma série de incidentes anti-semitas nos últimos meses, com ataques a sinagogas, edifícios e carros desde o início da guerra entre Israel e Gaza, no final de 2023. O Governo diz ter tomado medidas adicionais para proteger a comunidade judaica, incluindo mais financiamento e um grupo de trabalho federal para investigar incidentes anti-semitas.