O antigo vereador José Rui Raposo vai ser o cabeça de lista da CDU à Câmara de Santarém, nas próximas eleições autárquicas, informou esta segunda-feira a coligação.
“A experiência adquirida ao longo de anos na ligação à Administração Pública e o conhecimento da realidade do seu concelho e da sua cidade” determinaram a escolha de José Rui Raposo para encabeçar a lista da CDU à Câmara de Santarém, onde a coligação pretende ter “uma voz e propostas diferentes”, divulgou esta segunda-feira o partido em comunicado.
O candidato, que foi vereador na Câmara de Santarém, em diferentes momentos, entre 2002 e 2005, quer implementar “cinco linhas programáticas fundamentais”, focadas “nas acessibilidades, no ambiente, na agricultura, na habitação e na cultura“, disse José Rui Raposo à agência Lusa.
Para o cabeça de lista, ao nível das acessibilidades e transportes “existe um conjunto de problemas graves e uma grande deficiência no serviço prestado às populações”, defendendo, a par com um plano de requalificação das acessibilidades, “um conjunto de medidas que levem, por um lado, à articulação dos transportes, por outro, ao incentivo ao uso do transporte coletivo de passageiros, e, por outro, ainda, à sensibilização para que não existam dificuldades na mobilidade dos peões dentro da cidade, no centro histórico ou fora dele”.
No ambiente, defende a implementação de um plano de ordenamento das margens do rio Tejo e a resolução do “problema da poluição do [rio] Alviela, construindo ou fazendo funcionar devidamente as estações de tratamento que estão a montante do concelho de Santarém e, naturalmente, aproveitar esta riqueza natural que é o próprio rio”.
Na agricultura preocupa-o “uma excessiva agricultura intensiva e de monocultura” que afeta freguesias como a Póvoa de Santarém, Achete, Vale de figueira e São Vicente de Paulo, onde, alertou, “agora pode haver rentabilidade, mas, dentro de uns anos, serão terrenos estéreis que não servirão para a agricultura nem para nada, a não ser, provavelmente, para a colocação de painéis solares”.
Convicto de que o município de Santarém “não tem tido intervenção conveniente” em matéria de habitação, Rui Raposo defende o reforço da ação da autarquia, que podia, por exemplo “ter tido um papel importante no processo de recuperação do bloco de habitações que pertenciam à Escola Prática de Cavalaria e que foram alienados a preços muito baixos, ao invés de terem ido para habitação social, e estão a ser vendidos a preços exorbitantes”.
E por último, defende que a cultura “tem de ser não só usufruída pelas populações, mas as populações têm de participar também na sua criação”, com as associações e coletividades envolvidas na definição das políticas municipais.
José Rui Raposo, de 66 anos, é licenciado em Ciência Política e da Administração e há 44 anos que se encontra ligado ao movimento sindical da Administração Pública, como assessor, nas áreas da Floresta, da Agricultura e do Ambiente.
Representou a CGTP-IN no Conselho Florestal Nacional, até à sua extinção. Além de vereador na Câmara de Santarém, foi membro do Conselho de Administração da ex-empresa municipal, “Scalabisport”, entre 2004 e 2006.
Foi membro da Assembleia Municipal de Óbidos, nos mandatos 2013/2017, 2017/2021 e no atual mandato, em que concorreu no segundo lugar da lista.
O executivo da Câmara de Santarém conta com três eleitos do PSD, três do PS e um do Chega.
As eleições autárquicas deverão ocorrer entre setembro e outubro deste ano.