O Estabelecimento Prisional (EP) de Vale de Judeus vai receber “um sistema inteligente de segurança com inibidores de sinal e drones de vigilância.” A informação foi avançada ao Diário de Notícias por fonte oficial do gabinete da secretária de Estado da Justiça, Maria José Barros, que está a coordenar o processo.

A prisão, da qual fugiram em setembro do ano passado cinco reclusos, que foram recapturados, será a primeira de um projeto piloto que o Ministério da Justiça quer implementar a nível nacional, de acordo com as necessidades de cada EP. No caso de Vale de Judeus, por exemplo, também serão construídas duas novas torres de vigilância.

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A mesma fonte revelou ao DN que a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) “já está a trabalhar no caderno de encargos para lançar o concurso no mais breve espaço de tempo possível.” Sem adiantar uma estimativa dos custos — “será feita quando for fechado o caderno de encargos” –, explicou que serão usadas verbas do Fundo de Modernização da Justiça.

Com o reforço das prisões com inibidores o Ministério da Justiça pretende evitar a utilização de telemóveis para planear fugas, como aconteceu na de Vale de Judeus. Já os drones serão um complemento às câmaras de videovigilância e permitirão uma resposta mais rápida a eventuais tentativas de evasão.

Detidos em Espanha os últimos dois fugitivos de Vale de Judeus

A fuga de Vale de Judeus, que envolveu os portugueses Fernando Ribeiro Ferreira e Fábio Fernandes Santos Loureiro, o georgiano Shergili Farjiani, o argentino Rodolf Lohrmann e o britânico Mark Roscaleer, ainda está a ser investigada pelas autoridades, existindo suspeitas de que tiveram ajuda externa. Na quinta-feira foram recapturados os últimos dois fugitivos, Lohrmann e Roscaleer, que se encontravam em Alicante, Espanha.