A Apple lançou esta quarta-feira o iPhone 16e, que descreve como o “modelo mais acessível da família iPhone 16”. Como era antecipado pela indústria, é o modelo que vai substituir o iPhone SE — a última geração foi lançada em 2022 — como o equipamento de entrada de gama dos telefones Apple.
Na loja portuguesa, estará à venda a partir de 739 euros, um preço bem diferente dos 599 dólares anunciados nos Estados Unidos. As pré-vendas arrancam a 21 de fevereiro e o telefone só chegará ao mercado no fim deste mês, a 28 de fevereiro.
A Apple promete “capacidades de desempenho” a um “preço mais acessível”. O iPhone 16e tem um ecrã de 6,1 polegadas, um tamanho popular para um smartphone e vai usar o processador A18, o mesmo que está nos topos de gama da série 16.
O recurso ao processador de última geração da marca não é aleatório: é uma forma de assegurar as funcionalidades de inteligência artificial (IA), chamadas Apple Intelligence, lançadas no ano passado pela empresa. Porém, estão indisponíveis na União Europeia — só deverão chegar de forma gradual à Europa a partir da primavera. Até agora, a compatibilidade com as funções de IA estava apenas reservada aos modelos iPhone 15 Pro, 15 Pro Max e à série iPhone 16.
O iPhone 16e estará disponível em três versões: 128, 256 ou 512 GB
O iPhone 16e marca a estreia de um modem desenvolvido pela Apple, o C1. O novo modelo é também aquele que diz o adeus definitivo ao TouchID, que até agora se mantinha no iPhone SE. Neste modelo, já é usado o reconhecimento facial FaceID, com as câmaras e sensores instalados num pequeno recorte no ecrã. É um regresso a um design ligeiramente antigo da Apple, já que os modelos mais recentes incluem a Dynamic Island no topo do telefone, uma área que se vai adaptando às aplicações que está a usar.
As diferenças de design entre o iPhone 16e (à esquerda) e o iPhone 16 (à direita). No modelo mais acessível, não é usada a Dynamic Island, visível no iPhone 16
Este iPhone tem um corpo de alumínio, com a parte de trás em vidro. Também tem um botão Ação, que pode ser personalizado à vontade do utilizador. É também por lá que se pode ter um acesso mais rápido às aplicações ou funcionalidades favoritas — por exemplo, pressionar para ligar ou desligar a lanterna ou aceder rapidamente à câmara.
É também através deste botão, com um toque mais longo, que é possível ativar as funcionalidades de reconhecimento com IA. Um dos exemplos dados pela marca é a possibilidade de ativar a IA para saber como tratar de uma determinada planta ou adicionar a informação de um evento num cartaz ao calendário.
O vídeo de apresentação do iPhone 16e
Em relação às câmaras, é usado o sistema de câmara dois em um, que a marca considera que equivale a “duas câmaras em uma”. É usado um sensor de 48 megapíxeis. É um sistema mais simples do que as opções de câmara que estão disponíveis no iPhone 16 e iPhone 16 Pro, uma das concessões para ter um preço mais acessível.
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O iPhone 16e vai estar disponível em duas cores, branco e preto, com diferentes opções de armazenamento. Na loja portuguesa, a versão de 128 GB custará 739 euros, a de 256 GB custará 869 euros e a versão com 512 GB é a mais dispendiosa, custando 1.119 euros. O sistema de câmara tem a opção de zoom ótico de duas vezes.
Apple lança um iPhone feito a pensar na febre da inteligência artificial
Este modelo também tem as opções de emergência, em que é possível enviar mensagens através de satélite. O serviço é oferecido pela Apple durante dois anos, mas a questão das mensagens está apenas disponível nos EUA e Canadá.
A Apple promete uma bateria de até 26 horas de vídeo, ligeiramente abaixo da promessa de 27 horas feita no iPhone 16. É carregável através de USB-C, tal como os iPhone mais recentes, fruto de uma obrigação da União Europeia sobre o carregador único, que no vídeo de apresentação da Apple foi descrita como uma forma de assegurar que “uma ligação mais fácil a uma gama ampla de acessórios”.
Dispositivos móveis da União Europeia com carregador único a partir de sábado com nova lei
O lançamento foi feito apenas através de um comunicado e uma atualização nas lojas Apple, mantendo o evento de setembro para as atualizações principais da linha. Tim Cook, o CEO da Apple, revelou na semana passada que a empresa ia fazer um lançamento esta quarta-feira, instalando as dúvidas sobre se haveria ou não um evento. A solução escolhida foi uma apresentação divulgada num vídeo de cerca de 12 minutos.