1230,7kWh poupados 1230,7 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Gouveia e Melo evita selfies, rejeita Serviço Militar Obrigatório e pede "tempo" para desfazer tabu

Este artigo tem mais de 1 ano

Almirante ainda não se assume candidato, mas já tenta esclarecer equívocos que podem ter custos eleitorais, como o Serviço Militar Obrigatório (que afinal não defende) ou os cortes no Estado Social.

i

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Gouveia e Melo chegou com meia hora de antecedência à Faculdade de Direito e foi logo abordado por alunos-fãs, que lhe pediram selfies. O almirante e potencial candidato presidencial quis marcar a diferença para o atual chefe de Estado e contrapôs com uma fotografia a sério. “Selfies está muito usado”, comentou com o Observador por perto. O potencial candidato presidencial — o último dos cinco presidenciáveis que participou na conferência da SEDES em dois dias — tentou afastar fantasmas. Desde logo, garante que rejeita o regresso do SMO e é mesmo taxativo: “Não sou adepto do Serviço Militar Obrigatório, sou adepto de outra coisa mais inteligente”.

Gouveia e Melo, perante uma plateia de jovens, quis garantir que não os enviará para um sistema como o que existia nos anos 90. Os adversários têm lembrado que o almirante — num artigo de opinião publicado no Expresso em março de 2024 — admitiu a possibilidade de recorrer a este tipo de recrutamento. Agora diz que não “há necessidade” de voltar a esse sistema e acrescenta que “assustar os jovens com a palavra SMO [Serviço Militar Obrigatório] é a pior coisa que existe”.

Mas afinal que sistema propõe? Gouveia e Melo fala num “modelo mais inteligente“, que passa por ter um grupo de militares voluntários, já com formação militar, que possam “ir à sua vida”, mas passem a reservistas (que podem ser chamados a qualquer momento). Estes “militares voluntários” com os “incentivos certos” — como, exemplifica, “fiscais” — teriam a disponibilidade de “serem rapidamente chamados ao serviço ativo”. No entanto, faz uma advertência, com um picante presidencial pelo meio: “Isso compete à governação. Embora eu possa vir a dar os meus conselhos”.

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

O “e” em vez do “oi”. Despesas sociais podem mesmo ser cortadas (mas não muito)

Outro dos fantasmas que Gouveia e Melo quis afastar foi o de ataque ao Estado Social. Henrique Gouveia e Melo — que admitiu a afetação das despesas sociais para compensar o aumento do gasto em Defesa em janeiro — agora vem explicar melhor o que defende. O potencial candidato presidencial diz que não deve ser o aumento da despesa em Defesa “ou” o aumento da despesa social, mas “e”. Ou seja, conciliar ambos.

Chega a dizer que “não devemos cortar no Estado social, que isso foi o que garantiu a segurança europeia”, mas logo acrescenta um “no entanto”: “No entanto, temos de defender a nossa sociedade”. E considera que a “eficiência” (ou até o crescimento do PIB) podem ajudar a compensar aquilo que o Estado Social pode ter de perder para investir em Defesa. E atira: “A despesa do Estado Social é de 64/65%. Se usarmos 64,5%, o Estado social não cai no dia seguinte.” Aqui admite um corte de meio por cento nas despesas sociais, embora o ideal seja mesmo o país crescer: “Com o crescimento do PIB, aumenta a disponibilidade para aumentar as despesas em Defesa e as despesas sociais”.

[No podcast “Somos Todos Malucos“, António Raminhos fala sobre os nossos medos, ansiedades e superações em conversas descomplicadas e divertidas em torno da saúde mental. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts e no Spotify]

Gouveia e Melo cita depois Paul Samuelson para dizer que não é preciso escolher “entre os canhões e a manteiga“, mas que é preciso “canhões para proteger a manteiga e manteiga para alimentar as pessoas”. Para o almirante, os países europeus devem apostar na dissuasão. Além disso, diz que mais do que a capacidade (que diz que a Europa tem de sobra por comparação com a Federação Russa), Gouveia Melo diz que contará a “vontade”.

Gouveia e Melo sobrelotou a sala e mantém tabu

A sala encheu tanto para Henrique Gouveia e Melo que Marcos Perestrello (seu companheiro de painel, em conjunto com a moderadora Maria Castello Branco) brincou com o facto de a sala estar lotada e ainda estarem pessoas em pé: “Gouveia e Melo fica beneficiado [face a outros putativos candidatos]. Toda a gente percebe que o auditório enche desta maneira devido à minha própria notoriedade.”

À saída, Henrique Gouveia e Melo mostrou estar (ainda) pouco habituado à bateria de perguntas dos jornalistas, mas foi respondendo. Disse que a candidatura presidencial não era um tabu e desvalorizou as aparições públicas e artigos de opinião. “Durante anos estive limitado na participação cívica. Agora já não estou”, disse. Questionado sobre se estava agora “mais perto” de ser candidato a Belém do que quando saiu de Chefe do Estado-Maior da Armada, voltou a cortar a eito: “Estou mais liberto”.

Gouveia e Melo só ficou menos confortável quando foi questionado se não anunciar já não era uma espécie de desonestidade perante os portugueses: “Não. Então estou aqui a responder a todas as perguntas. É preciso dar tempo.”

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.