O primeiro correu bem, a ideia era que o segundo corresse ainda melhor. Depois do motivador empate contra Inglaterra na primeira jornada da Liga das Nações, no Algarve, a Seleção Nacional visitava a Bélgica em Leuven com o claro objetivo de carimbar a primeira vitória no Grupo C e manter o sonho de garantir a presença na Liga A da competição.
A semana, porém, não trouxe as melhores notícias. Kika Nazareth e Ana Capeta, precisamente as duas jogadoras que construíram o golo do empate contra a Bélgica, foram dispensadas da concentração portuguesa por lesão e eram baixas para esta quarta-feira. Ainda assim, a capitã Dolores Silva não tinha dúvidas na hora de recordar que Portugal está a defrontar algumas das melhores seleções do mundo “por mérito próprio”.
“Não temos medo de ninguém e já demonstrámos isso. Queremos continuar a jogar o nosso jogo, à Portugal, sabendo que vamos enfrentar um adversário forte, a jogar em casa, mas nós também temos as nossas armas. Estamos mais maduras, mais experientes e mais confiantes”, disse a jogador do Sp. Braga na antevisão da partida, que contou com a presença de Pedro Proença, o recém-empossado presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Neste contexto, Francisco Neto não fazia qualquer alteração em relação ao onze inicial que defrontou Inglaterra na semana passada e mantinha a aposta em Jéssica Silva e Diana Silva no ataque, com Catarina Amado e Joana Marchão nas alas e Tatiana Pinto, Andreia Jacinto e Andreia Norton a assumirem o meio-campo. Do outro lado, numa Bélgica que perdeu em Espanha na primeira jornada, Elísabet Gunnarsdóttir tinha Tessa Wullaert, avançada do Inter Milão, como referência ofensiva.
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A Bélgica começou melhor, com alguma facilidade na hora de chegar perto da baliza de Patrícia Morais, mas a primeira oportunidade do jogo pertenceu mesmo a Portugal, com Andreia Norton a atirar à malha lateral depois de um cruzamento de Jéssica Silva na direita (10′). Logo depois, foi a vez de Joana Marchão acertar no poste, já depois de a mesma Jéssica Silva deixar a guarda-redes belga pregada ao chão (12′), mas o encontro mantinha-se equilibrado e a Bélgica também assustava sempre que lançava a velocidade no ataque.
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Francisco Neto teve uma contrariedade à meia-hora, com Catarina Amado a sair lesionada depois de um choque com Kassandra Missipo, e lançou Lúcia Alves. A última grande ocasião de golo da primeira parte pertenceu mesmo à Bélgica, com Jill Janssens a receber a bola entre Diana Gomes e Joana Marchão e a atirar ligeiramente ao lado quando já estava isolada (37′), mas o jogo foi mesmo empatado para o intervalo.
⏸️ 45+4' INTERVALO! ⏰
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Elísabet Gunnarsdóttir mexeu ao intervalo, lançando Laura Deloose e Isabelle Illiano, e Portugal abriu o marcador logo nos instantes iniciais da segunda parte. Amber Tysiak intercetou a bola com a mão da grande área da Bélgica, a árbitra da partida assinalou grande penalidade e Carole Costa, na conversão, não falhou (50′).
O jogo entrou numa toada mais desinteressante depois do golo, mas Portugal continuava a ser a equipa mais perigosa, com Jéssica Silva a desperdiçar um lance em que surgiu na cara da guarda-redes Lisa Lichtfus (62′). Francisco Neto voltou a mexer no último quarto de hora, trocando Jéssica Silva por Ana Dias e lançando Dolores e Andreia Faria, e as duas equipas voltaram a ficar perto de marcar: Andreia Jacinto rematou para uma grande defesa da guardiã belga (81′) e Justine Vanhaevermaet cabeceou pouco por cima da trave (87′).
Ainda assim, já nada mudou até ao fim. Portugal venceu a Bélgica e somou o primeiro triunfo na Liga A da Liga das Nações, terminando a segunda jornada com quatro pontos — e podendo mesmo ficar na liderança do Grupo C se Inglaterra vencer Espanha em Wembley.
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⏹️ 90+4' TERMINA O JOGO! ⏰
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