O Novo Banco já pediu aos supervisores autorização para extrair do banco um dividendo de 1.100 milhões – 25% dos quais (275 milhões) vão para o Estado. A confirmar-se a autorização, este é um pagamento que irá somar-se aos 225 milhões que o banco anunciou nesta quinta-feira que irá distribuir (sobre os resultados do ano passado). Por outro lado, o banco sinalizou que nos próximos três anos poderá haver 3,3 mil milhões em dividendos a pagar aos acionistas (incluindo os 1.100 milhões mas excluindo os 225 milhões já propostos sobre 2024).
O anúncio foi feito pelo presidente do banco, Mark Bourke, numa conference call com analistas para falar sobre os resultados de 2024 e sobre a situação patrimonial do banco numa altura em que este se prepara para uma possível venda de capital em bolsa.
Nesta conference call, o Novo Banco aproveitou para comentar a recente incerteza política em Portugal dizendo que esta não abala a sua convicção de que o país é um dos mais politicamente estáveis da Europa – porque “seja o PSD, seja o PS, são ambos partidos do centro e ambos aderem a políticas orçamentais conservadoras e acreditamos que isso irá continuar a ser assim”.
O risco de queda do Governo, com novas eleições marcadas para maio, “não será impedimento” a que o Novo Banco possa preparar a eventual venda de parte do capital em bolsa que, de acordo com a gestão do banco, poderá acontecer em junho ou, então, em setembro. Para Mark Bourke, a incerteza política não terá impacto nem sobre a “confiança” geral na economia portuguesa nem sobre a posição assumida pelo acionista Fundo de Resolução/Tesouro no que diz respeito à venda em bolsa.
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O fundo Lone Star tem 75% do capital do banco, com os restantes 25% distribuídos de forma semelhante entre o Fundo de Resolução e a Direção-Geral do Tesouro e Finanças.
Antes dessa eventual operação em bolsa, Mark Bourke indicou que o Novo Banco irá fazer uma “redução de capital no curto prazo”, sujeito à autorização por parte do Mecanismo Único de Supervisão, o organismo do Banco Central Europeu que supervisiona o Novo Banco.
O pedido de autorização já foi feito e “deverá haver uma resposta nas próximas semanas ou meses”, confia Mark Bourke, acrescentando que, depois, nos 30 dias seguintes o pagamento será feito.
Esses 1,1 mil milhões estão incluídos nos 3,3 mil milhões que o Novo Banco estima que, se o plano de negócios for cumprido, será possível distribuir aos acionistas nos próximos três anos.