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Ucrânia pondera retirar-se de Kursk. Tropas russas romperam linhas de defesa e podem cercar ucranianos

Este artigo tem mais de 1 ano

As forças russas lançaram uma contra-ofensiva na região e já conseguiram avançar até território ucraniano. Forças de Kiev poderão ficar cercadas e divididas em dois grupos.

epa11828955 A still image taken from a handout video made available by the Russian Defence Ministry Press-Service on 16 January 2025 shows Russian serviceman as the BM-21 'Grad' jet rocket systems prepares for launch in border areas of the Kursk region, Russia. Fighting between Russian and Ukrainian forces has been ongoing in the Kursk region since 06 August 2024 following a Ukrainian military incursion into the Russian border region.  EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALESHANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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RUSSIAN DEFENCE MINISTRY HANDOUT/EPA

RUSSIAN DEFENCE MINISTRY HANDOUT/EPA

A Ucrânia estará a ponderar a retirada das forças da região russa de Kursk. Pelo menos 10 mil soldados ucranianos estão em risco de ficarem cercadas pelos russos, depois de as forças de Moscovo terem quebrado as principais linhas de defesa e interrompido as cadeias de abastecimentos ucranianas, escreve o The Telegraph.

As forças russas lançaram uma contra-ofensiva na região e avançaram a sul de Sudzha, cruzando a fronteira para a região de Sumy, na Ucrânia, esta sexta-feira. Pelo caminho, retomaram o controlo de várias aldeias que estavam nas mãos dos ucranianos.

Um oficial sénior do exército ucraniano disse ao jornal britânico Telegraph que a Ucrânia estará a ponderar retirar-se da região de Kursk para evitar mais perdas. Mapas do blog militar ucraniano Deepstate revelam que cerca de três quartos das forças ucranianas que operam em território russo estão quase totalmente cercadas. E com o avanço russo, as forças ucranianas poderão ficar divididas em dois grupos.

A Ucrânia mantém-se nesta zona várias unidades de elite, nomeadamente a 95ª Brigada de Assalto Aéreo, a 115ª Brigada Mecanizada e o 8.º Regimento de Forças Especiais.

Uma fonte no gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse à revista Time que as operações na região de Kursk foram afetadas pela recente interrupção da partilha de informações por parte dos Estados Unidos. Desta forma, Washington terá permitido que os russos operem mais livremente e planeiem ataques sem o conhecimento das forças ucranianas.

Acredita-se que um número significativo de tropas norte-coreanas foi usado na ofensiva russa em Kursk, juntamente com drones — que atacam os meios de transporte usados pela Ucrânia para abastecer as suas forças.

Uma retirada das forças ucranianas de Kursk, antes das negociações de paz, seria um duro para as aspirações de Kiev, uma vez que Zelensky disse que o território ocupado pela Ucrânia em Kursk poderia  desempenhar um papel crucial em possíveis negociações com Moscovo, servindo como moeda de troca com territórios ocupados pela Rússia na Ucrânia.

A Ucrânia lançou uma incursão transfronteiriça surpresa na região de Kursk em agosto de 2024, conquistando cerca de 1.300 quilómetros quadrados de território. No entanto, e após seis meses de combates na região, as tropas russas recuperaram o controle de cerca de 64% do território até ao final de fevereiro — um valor que pode agora aumentar significativamente. Segundo as Forças Armadas ucranianas, a contra-ofensiva russa em Kursk já fez mais de 40 mil baixas entre os soldados de Moscovo.

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