O reforço das ligações ferroviárias a Espanha, nomeadamente no que toca a linhas de alta velocidade, e melhoria dos acessos às principais áreas urbanas, são duas das prioridades estratégicas definidas no Plano Ferroviário Nacional.
O documento foi um das muitas medidas aprovadas esta segunda-feira no Conselho de Ministros no qual é pedido à Infraestruturas de Portugal que realize os estudos necessários à tomada de decisão para os seguintes investimentos ferroviários:
- Modernização e eletrificação a Linha do Vouga, com ligação à Linha do Norte em condições de plena interoperabilidade;
- Avaliação das opções para uma ligação direta da Linha do Oeste a Lisboa, nomeadamente à Linha de Cintura;
- Reforço da ligações transfronteiriças a Espanha, incluindo a ligação de Alta Velocidade entre Porto/Vila Real/Bragança/Espanha, a ligação entre Aveiro/Viseu/Salamanca e a ligação de Alta Velocidade entre Faro/Huelva.
O plano aprovado em resolução confirma as prioridades de desenvolvimento da rede de alta velocidade nos eixos já aprovados no tempo do Governo de António Costa e que estão em execução, a linha Porto-Lisboa, Porto-Vigo e Lisboa-Madrid.
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Os investimentos para um plano ferroviário nacional estiveram em consulta pública lançada pelo anterior Executivo e são o “fruto de uma ampla auscultação da sociedade”, cumprindo ainda os diplomas legais e uma resolução do Parlamento a recomendar a aprovação do referido plano. Para o resultado final contribuíram as discussões realizadas com Espanha no quadro da mais recente cimeira luso-espanhola.
O comunicado do Ministério das Infraestruturas refere que a concretização a médio prazo dos projetos está identificada no Programa Nacional de Investimentos 2030 que veio também do Governo de António Costa.
Para o ministro Miguel Pinto Luz defende que “é determinante para Portugal recuperar o atraso na ferrovia. Definir prioridades e apostar na modernização ferroviária é um processo complexo que se arrasta há anos e que temos de ter a coragem de prosseguir se queremos honrar os compromissos internacionais e, acima de tudo, os compromissos com os portugueses”.