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Rebeldes houthis do Iémen reivindicam terceiro ataque contra porta-aviões dos EUA

Este artigo tem mais de 1 ano

O anúncio do ataque surgiu após os rebeldes terem denunciado um novo ataque dos EUA, na região ocidental de Hodeida, controlada pelos rebeldes apoiados pelo Irão, numa operação ordenada por Trump.

epa11970546 A Houthi soldier stands guard during a protest in Sana'a, Yemen, 17 March 2025 against US airstrikes on Houthi positions. Houthi supporters have taken to the streets of Sana'a to protest the airstrikes that targeted Houthi-held positions in several Yemeni cities on 15 March. The Houthis have vowed to target US ships in the Red Sea in retaliation for the recent US airstrikes that killed at least 53 people and wounded 98 others, according to a statement by Houthi military spokesman Yahya Sarea.  EPA/YAHYA ARHAB
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▲Dezenas de milhares de pessoas marcharam na segunda-feira no Iémen em resposta a um apelo dos rebeldes houthis, dois dias após ataques dos Estados Unidos contra redutos do movimento

YAHYA ARHAB/EPA

▲Dezenas de milhares de pessoas marcharam na segunda-feira no Iémen em resposta a um apelo dos rebeldes houthis, dois dias após ataques dos Estados Unidos contra redutos do movimento

YAHYA ARHAB/EPA

Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre o conflito israelo-palestiniano.

Os houthis reivindicaram esta terça-feira o terceiro ataque em 48 horas contra o porta-aviões norte-americano Harry Truman no mar Vermelho, em resposta aos ataques dos Estados Unidos contra os bastiões dos rebeldes no Iémen.

“Nas últimas horas, as forças armadas iemenitas atingiram com sucesso o porta-aviões norte-americano USS Harry Truman no norte do mar Vermelho com dois mísseis de cruzeiro e dois drones, e atingiram um contratorpedeiro norte-americano com um míssil de cruzeiro e dois drones”, disseram os houthis, na plataforma de mensagens Telegram.

O anúncio surgiu horas depois dos rebeldes terem denunciado um novo ataque dos Estados Unidos da América na região ocidental de Hodeida, controlada pelos rebeldes apoiados pelo Irão, no âmbito de uma operação ordenada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Rebeldes do Iémen denunciam novo ataque dos EUA

“Um ataque dos EUA teve como alvo a região de Bajel, na província de Hodeida”, afirmou esta terça-feira um porta-voz dos insurgentes, e outros ataques visaram uma fábrica de aço na região de al-Salif, na mesma província, informou a agência noticiosa dos rebeldes Saba, bem como a estação de televisão Al-Massira.

Dezenas de milhares de pessoas marcharam na segunda-feira no Iémen em resposta a um apelo dos rebeldes houthis, dois dias após ataques dos Estados Unidos contra redutos do movimento.

No sábado à noite, os EUA iniciaram uma série de ataques aéreos contra várias cidades controladas pelos houthis no norte e centro do Iémen, bem como em Sana, que segundo o movimento xiita fizeram 53 mortos e 98 feridos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou na segunda-feira que o Irão será “considerado responsável” por qualquer novo ataque dos houthis, após o movimento iemenita apoiado por Teerão reivindicar uma ação armada contra um porta-aviões norte-americano no Mar Vermelho.

“Cada tiro disparado pelos houthis será considerado, a partir de agora, como um tiro disparado por armas iranianas e pelos líderes iranianos, e o Irão será responsabilizado e sofrerá as consequências. E serão terríveis”, escreveu o líder da Casa Branca na sua plataforma Truth Social.

Trump chamou aos rebeldes “gangsters e bandidos sinistros” que são “odiados pelo povo iemenita”, argumentando que os seus ataques foram criados pelo Irão.

No sábado, Trump prometeu o “inferno” para os Huthis e pediu ao Irão que deixe de apoiar os rebeldes, que levaram a cabo uma série de ataques ao comércio marítimo na costa do Iémen, em solidariedade com o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, em guerra com Israel desde outubro de 2023.

Dezenas de milhares protestam no Iémen em resposta a ataques dos EUA

Os huthis, que controlam a capital Sanaa e outras regiões no norte e oeste do Iémen desde 2015, começaram a atacar há mais de um ano território israelita e navios ligados ao país com drones e mísseis nas águas do mar Vermelho e do golfo de Aden.

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