O terramoto de magnitude 7,7 na escala de Richter que atingiu Myanmar na sexta-feira libertou uma energia equivalente a mais de 300 explosões de bombas atómicas. A avaliação é da geóloga norte-americana Jess Phoenix à CNN, que alertou para o perigo de réplicas.

“A força que um terramoto como este liberta é de cerca de 334 bombas atómicas”, explicou em declarações ao canal norte-americano. Notou ainda que podem registar-se réplicas durante vários meses. Há registo de uma este domingo, com uma magnitude de 5,1.

Myanmar. Réplica de magnitude 5,1 na escala de Richter registado próximo de Mandalay

Não é incomum os sismólogos traçarem uma comparação entre a energia libertada por sismos e a de bombas atómicas. Um terramoto que atingiu as Filipinas em 2013 (magnitude 7,2), por exemplo, libertou uma energia equivalente a 32 bombas de Hiroshima e afetou cerca de 3,2 milhões de pessoas. Já o tremor de terra que há dois anos se sentiu na Turquia e Síria (magnitude 7,8), que provocou mais de 50 mil mortos, representou o equivalente a 500 bombas atómicas, explicou na altura o geólogo Ben van der Pluijm, da Universidade de Michigan.

O sismo em Myanmar foi o mais forte a atingir o país em mais de cem anos. Segundo dados do United States Geological Survey, partilhados com a CNN, desde 1912 que não era sentido um abalo tão forte.

A Falha de Sagaing que causa grandes sismos e deixou em estado de emergência Myanmar e Tailândia

O último balanço de vítimas divulgado este domingo pela junta militar, que governa o país desde o golpe de 2021, refere que há cerca de 1.700 mortos, mais de 3.400 feridos e 300 desaparecidos. As autoridades tailandesas revelaram no sábado que 11 pessoas morreram e 32 feridos depois do colapso de um prédio de 30 andares que estavam em construção na capital.