O número de mortos causados pelo sismo que atingiu Myanmar (antiga Birmânia) na sexta-feira ultrapassa os 2.000, à medida que mais corpos vão sendo retirados dos escombros. O balanço provisório de vítimas do terramoto em Myanmar aumentou para 2.056 mortos e mais de 3.900 feridos, anunciou esta segunda-feira a Junta Militar que governa o país do Sudeste Asiático.
Um porta-voz dos militares no poder disse que 270 pessoas continuam desaparecidas, três dias após o terramoto de magnitude 7,7 que atingiu também a Tailândia. Entre os mortos, estão dois cidadãos franceses que se encontravam de visita à antiga Birmânia no dia do sismo, anunciou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Paris.
Equipas de socorristas enviadas pela China resgataram três pessoas nas últimas horas, incluindo um mulher grávida de 29 anos e uma criança de 5 anos. O resgate ocorreu na cidade de Mandalay, no centro de Myanmar, a apenas 20 quilómetros do epicentro do terramoto de sexta-feira. “Todos foram enviados para o hospital para tratamento”, disse a embaixada da China, citada pela agência espanhola Europa Press.
O sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter foi registado às 06h20 (hora de Lisboa) de sexta-feira e provocou o colapso de vários edifícios e monumentos em Myanmar, no sudeste asiático.
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Devido ao abalo, pelo menos 18 pessoas morreram, outras 33 ficaram feridas e 78 estão desaparecidas em Banguecoque, capital da Tailândia, segundo o balanço mais recente das autoridades locais, divulgado no domingo.
Uma equipa de especialistas em catástrofes naturais do Governo japonês vai chegar esta segunda-feira a Myanmar para avaliar os danos causados pelo sismo.
A equipa de cinco membros, composta por funcionários da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA, na sigla em inglês) e pessoal médico, viajará para a área afetada para monitorizar as necessidades das vítimas e a situação de segurança no local, disse esta segunda-feira o porta-voz do governo japonês Yoshimasa Hayashi, numa conferência de imprensa.
“[A equipa] partiu para Myanmar domingo e deverá chegar esta segunda a Rangum”, a maior cidade do país, situada a 600 quilómetros do epicentro do sismo, disse Hayashi.
Além disso, a equipa irá coordenar e avaliar a possível mobilização de equipas de emergência, que, sob as ordens do Ministério dos Negócios Estrangeiros, prestam assistência de emergência em áreas afetadas por catástrofes.
O governo japonês decidiu fornecer mantimentos de emergência e artigos essenciais através da JICA.
Também esta segunda-feira, a China enviou para Myanmar o primeiro lote de ajuda humanitária, que inclui tendas, cobertores e equipamento de primeiros socorros, de acordo com a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da China.
No sábado, a China anunciou que vai fornecer 100 milhões de yuan (cerca de 12,7 milhões de euros) em “ajuda humanitária de emergência” ao Myanmar, a pedido da junta militar birmanesa.
O sismo foi também sentido com intensidade em várias cidades do sul da província chinesa de Yunnan, embora até agora os danos registados tenham sido pouco significativos.
No domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o sismo em Myanmar no nível mais alto de emergência e lançou um pedido urgente para reunir oito milhões de dólares (cerca de 7,4 milhões de euros) para salvar vidas e prevenir epidemias.