A recompensa é de 50 milhões de pesos colombianos (dez mil euros). Para os receber, é preciso que quem tenha informações sobre a morte do biólogo italiano Alessandro Coatti, de 42 anos, revele às autoridades como foi morto, desmembrado e, posteriormente, colocado dentro de uma mala, nos arredores da cidade de Santa Marta, na Colômbia.
Coatti — que trabalhou para a Royal Society of Biology, do Reino Unido, até 2024 — estava no país por conta própria para investigar espécies de animais locais. Estaria hospedado na zona histórica da cidade e, segundo o Daily Mail, foi visto pela última vez na passada sexta-feira. A mala com os restos mortais do biólogo foi descoberta no domingo por um grupo de crianças, num riacho perto do estádio de futebol Sierra Nevada. A polícia conseguiu recuperar a cabeça, pés e mãos e o tronco e membros ainda não foram encontrados.
O presidente da Câmara de Santa Marta, Carlos Pinedo Cuello, anunciou, entretanto, que será dada a referida recompensa no valor de dez mil euros (50 milhões de pesos colombianos) a quem tiver informações sobre o caso, de forma a capturar os responsáveis pelo homicídio o mais rápido possível. “Este crime não ficará impune, os criminosos devem saber que o crime não tem lugar em Santa Marta. Vamos persegui-los até serem levados à justiça”, garantiu Cuello.
He dado instrucciones a las autoridades para disponer de manera articulada todo el componente interinstitucional que conlleve al esclarecimiento de la muerte del ciudadano italiano Alessandro Coatti.
Ofrecemos una recompensa de cincuenta millones de pesos ($50.000.000) por…
— Carlos Pinedo Cuello (@CarlosPinedoC) April 7, 2025
A Royal Society of Biology emitiu um comunicado, na última terça-feira, no qual destaca que Alessandro “era engraçado, afetuoso, inteligente, amado” e que “vai fazer muita falta a todos os que o conheciam e trabalhavam com ele”. “Os nossos pensamentos vão para a família e amigos, neste momento terrível”, acrescenta a empresa para a qual o biólogo trabalhou durante sete anos.
Norma Vera Salazar, especialista em defesa dos direitos humanos, afirmou ao jornal colombiano El Tiempo que o biólogo pode ter sido assassinado por grupos de paramilitares locais — embora não exista qualquer ligação entre Coatti e tráfico de droga ou atividades de crime organizado.
“Há um padrão recorrente claro nestes crimes: corpos torturados, desmembrados, deitados em sacos do lixo ou de café e abandonados em estradas rurais”, explicou Norma, acrescentando que “estes homicídios são utilizados pelos grupos de defesa para enviar mensagens de alerta, gerar medo e marcar o território”.
O caso está a ser investigado pelas autoridades da Colômbia e o governo italiano já enviou uma equipa de investigação para Santa Marta, de modo a ajudar a esclarecer o que levou à morte do cientista.