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Vários habitantes da Faixa de Gaza terão recebido nos últimos dias uma mensagem a oferecer ajuda para preparar uma saída do enclave, noticia o Haaretz.
O jornal israelita mostra uma mensagem, cujo texto, escrito em árabe, tinha como destinatários os habitantes do norte de Nuseirat, um campo de refugiados no centro da faixa, a quem é pedido para “explorarem a possibilidade de abandonar a Faixa de Gaza“. Para quem quiser fazê-lo, segue-se uma instrução importante: marcar uma reunião “na próxima terça-feira, 22 de abril, entre as 9h00 e as 14h00 no corredor de Netzarim”, dentro da ocupação israelita do enclave palestiniano, com o “Capitão Jalal”.
O gabinete de imprensa do governo de Gaza do Hamas, num comunicado publicado na rede social Telegram, criticou a campanha de “desinformação” com o objetivo de “minar a capacidade de resistência do povo palestiniano e prejudicar a sua consciência nacional”, ligando-a às forças israelitas em Gaza.
“Estamos a acompanhar a recente circulação de publicações e informações enganosas em algumas redes sociais sobre alegados preparativos para a emigração em massa a partir da Faixa de Gaza”, referiu o gabinete, chamando-lhe uma “tentativa de embelezar a cara feia dos planos de deslocação em massa, que a ocupação [Israel] não conseguiu impor pela força e procura agora fazer passar através de métodos suaves e expostos”.
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“A emigração da pátria sob a ocupação não é uma opção segura, mas sim uma armadilha envolta em falsas promessas, que conduz ao aliciamento, à detenção, ao interrogatório, à execução e à morte direta, especialmente quando se viaja através de zonas sensíveis ou fora dos quadros legais e oficiais”, acusa-se ainda na missiva.
O Haaretz tentou contactar as IDF e o serviço de informação militar Shin Bet, mas não obteve qualquer resposta até ao momento.
Israel, juntamente, com os Estados Unidos, têm defendido planos que preveem a relocalização dos palestinianos da Faixa de Gaza. Em Março, o gabinete de segurança aprovou esta medida para “uma transferência voluntária para residentes de Gaza”. No início de abril, o ministro da Administração Interna, Moshe Arbel, revelou que tinham sido realizados 16 voos de “migração voluntária” de habitantes de Gaza, sem revelar o destino nem quantas pessoas tinham embarcado dos voos.