Donald Trump nomeou Mike Waltz, até aqui conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, para ser o próximo embaixador dos EUA nas Nações Unidas. O anúncio foi feito na rede social Truth Social, esta quinta-feira, depois de a estação televisiva CBS avançar a saída de Waltz e o seu adjunto, Alex Wong, da Administração norte-americana, citando várias fontes familiarizadas com o assunto. Também a agência Reuters avançou a mesma informação.

“Desde o seu tempo de uniforme no campo de batalha, no Congresso e enquanto meu conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz trabalhou de forma dura para pôr os interesses da nação em primeiro lugar”, diz Trump na rede social. “Sei que fará o mesmo no seu novo papel.”

O Presidente dos EUA anunciou ainda que Marco Rubio, secretário de Estado, vai assumir interinamente a função de conselheiro de Segurança Nacional “enquanto continua a sua liderança forte no Departamento de Estado”.

No final de março, Waltz esteve envolvido numa polémica, quando incluiu um jornalista da revista The Atlantic (Jeffrey Goldberg) num grupo na rede social Signal para discussão de planos militares. Waltz sugeriu que pode ter guardado o número do jornalista no seu telefone, pensando que pertencia a outra pessoa.

Nesse grupo, foram discutidos — pela equipa de segurança nacional da Casa Branca — os planos para um ataque aos rebeldes houthis do Iémen.

A inclusão no grupo uma pessoa fora da Casa Branca foi amplamente criticada, nomeadamente nos círculos do Partido Democrata, e vista como sendo uma enorme falha de segurança para os Estados Unidos.

Numa entrevista à FOX, Mike Waltz acabou por assumir responsabilidade pela inclusão do jornalista na conversa. Questionado, em entrevista à NBC, o presidente dos EUA Donald Trump disse que se tratou de uma “pequena falha” mas defendeu que Waltz era “um bom homem e aprendeu a lição”.

Já no início de abril, foi noticiado que a equipa de Waltz criou pelo menos 20 grupos no Signal para coordenar trabalhos.

(Atualizada com informação da nomeação de Waltz para embaixador da ONU às 19h36)