Afinal, há mais grupos de Signal além daquele em que foi discutido um plano de ataque militar aos rebeldes houthis no Iémen (e ao qual foi adicionado um jornalista da revista The Atlantic). A equipa de Mike Waltz, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, criou vários outros grupos nessa rede social para coordenar o trabalho oficial em questões relacionadas com conflitos, nomeadamente na Ucrânia ou em Gaza, ou sobre a Europa, África e China. A informação foi avançada por quatro fontes ao jornal Politico, que alegaram ter presenciado situações em que foram discutidas informações consideradas sensíveis (ainda que não tenham dito ter conhecimento da partilha de dados confidenciais).
Duas dessas fontes falam em pelo menos 20 grupos de Signal, o que representa um uso muito mais alargado dessa aplicação por parte da equipa do Conselho de Segurança Nacional da administração dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, do que aquele que era conhecido até agora. “Era comum serem organizados chats sobre qualquer tema de segurança nacional”, disse uma das pessoas, que alegou também que altos funcionários do governo norte-americano faziam parte dos grupos. “Waltz construiu todo o processo de comunicação do Conselho de Segurança Nacional no Signal”, afirmou outra fonte.
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Foi em março que se soube que Mike Waltz tinha criado um grupo no Signal para discutir planos militares e incluído um jornalista da revista The Atlantic. O conselheiro de Segurança Nacional norte-americano assumiu a responsabilidade, admitindo que poderia ter guardado o contacto do jornalista pensando que pertencia a uma outra pessoa.
Mais recentemente, já no início do mês de abril, o The Washington Post avançou que Mike Waltz terá também utilizado o Gmail para trocar informações oficiais com outros funcionários da Casa Branca. Terão sido trocadas “conversas extremamente técnicas”, incluindo “posições militares sensíveis e sistemas de armamento potentes relacionados com um conflito em curso”.
Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA terá usado o Gmail para comunicações oficiais