O regulador do mercado de seguros e fundos de pensões, a ASF, lançou um comparador de produtos de poupança-reforma (PPR), com o objetivo de “aumentar a transparência” e “disciplinar o mercado“, afirmou Eduardo Farinha Pereira, diretor do departamento de supervisão comportamental do regulador. Num encontro com jornalistas na sede da ASF, para apresentar a nova plataforma, o responsável garante que o comparador traz, finalmente, uma forma de ajudar os consumidores a escolherem os melhores produtos de acordo com as suas necessidades de poupança, com informação padronizada e comparável.

O comparador está online no site da ASF e permite procurar informação comparável e sistematizada sobre comissões, rendibilidade e nível de risco de diferentes tipos de PPR. A criação da plataforma foi iniciada após ter sido publicada, em 2024, uma norma regulamentar que veio trazer novas regras para a divulgação de informação sobre comissões, rendibilidade e risco.

Em causa estão os produtos sujeitos à supervisão da ASF: 1) PPR constituídos sob a forma de seguro de vida não ligado a fundos de investimento, ou seja, produtos que garantem capital e podem garantir rendibilidade; 2) PPR constituídos sob a forma de seguro de vida ligado a fundos de investimento, isto é, aqueles que normalmente não garantem capital nem rendibilidade; e 3) PPR constituídos sob a forma de fundos de pensões, que assumem a forma de adesões individuais a fundos de pensões abertos, podendo ou não garantir capital e rendibilidade.

A plataforma permite ordenar os produtos por categorias como risco, rentabilidade e garantia de capital, entre outros, não só em produtos em comercialização – cerca de 130 – mas, também, em produtos que já não estão em comercialização mas ainda têm apólices ativas – cerca de 800. Entre a informação disponível na plataforma está disponível para download a ficha informação padronizada relativa a cada produto.

Com esta iniciativa, a ASF pretende facilitar decisões de poupança mais informadas, promover a literacia financeira e reforçar a proteção dos investidores, proporcionando maior clareza sobre os custos e os riscos associados a cada produto”, afirmou Eduardo Pereira, diretor do departamento de supervisão comportamental da ASF.

No encontro com jornalistas, a ASF indicou que a plataforma foi desenvolvida sobretudo internamente, com um investimento “residual” em serviços externos.