Desde o início da Estrutura de Missão da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), criada para recuperar as 446 mil manifestações de interesse pendentes, o Governo deu autorização de residência a 123 mil imigrantes, revela esta sexta-feira o Expresso. O semanário destaca ainda que, em todo o ano de 2024, foram realizadas 42 expulsões administrativas. Em 2023 tinham sido realizadas 50. Já no primeiro trimestre de 2025, foram efetuados 10 afastamentos coercivos.
A menos de um mês da data do encerramento previsto da estrutura de missão da agência, agendado para 3 de junho, o Executivo diz ao jornal que acredita que vai conseguir resolver até à data limite todos os processos que ainda não têm uma conclusão.
Inicialmente, foram extintos 171 mil pedidos por falta de pagamento e depois disso apenas avançaram para atendimento 275 mil manifestações de interesse. Destas, 44,7% — as tais 123 mil — viram ser-lhes emitido cartão de residência.
Neste momento estão por decidir 117 mil processos. Segundo o Governo, todos eles “já atendidos e distribuídos aos instrutores ou instruídos para decisão final”, refere a mesma fonte oficial ao Expresso, assegurando que estas decisões estão previstas ocorrer até junho.
Do lado dos indeferimentos contam-se agora 23.500, adiantou a mesma fonte oficial do Ministério da Presidência, com número atualizado nesta quarta-feira. Deste número, 4.500 deram origem a notificações para abandono voluntário do território nacional num prazo de 20 dias.
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