Paulo Macedo, presidente da comissão executiva da CGD, diz que há muito tempo, mesmo antes de o Lone Star iniciar a venda do Novo Banco, que defende que “faria sentido” a Caixa obter maior quota no crédito às empresas, que é menor do que a quota natural – e é, precisamente, o ponto forte do Novo Banco. O banco público está a crescer no crédito às empresas, de forma orgânica, mas continua a ter menos crédito às empresas do que a quota que tem noutras áreas (como no crédito à habitação e nos depósitos), mas Paulo Macedo não exclui interesse num aumento da quota por via não orgânica (ou seja, uma aquisição de outra instituição ou parte dela).

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro trimestre, Paulo Macedo não quis alongar-se em comentários sobre o Novo Banco, depois de ter dado uma entrevista esta semana onde admite ter interesse em comprar uma parte do Novo Banco – até porque as regras da concorrência não permitiriam comprar a totalidade da instituição.

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Questionado pelo Observador na conferência de imprensa, Paulo Macedo não quis alongar-se sobre a possibilidade de comprar parte do Novo Banco mas reconheceu que essa “separação seria complexa“. A Caixa tem uma quota (líder) no crédito à habitação de 23,2%, 19,1% no crédito a particulares mas menos – 17,8% – no crédito às empresas.

Quem admite comprar a totalidade da instituição, segundo foi noticiado, são os espanhóis do Caixabank (donos do BPI). E depois de o ministro das Finanças ter dito, na noite de quarta-feira, à RTP, que não vê com bons olhos um aumento da posição de bancos espanhóis no mercado português, Paulo Macedo diz que concorda. Aliás, “não dá muita saúde discordar daquilo que o ministro diz”.

Como já tinha dito no passado, Paulo Macedo defende que “não é saudável para Portugal ter 50% dos bancos em mãos espanholas, mas digo isto sempre, com [venda do] Novo Banco, sem [venda do] Novo Banco… sempre o disse.”

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