A Caixa Geral de Depósitos teve lucros de 393 milhões no primeiro trimestre, uma descida de dois milhões de euros em comparação com o primeiro trimestre de 2024. A descida dos lucros foi relativamente contida já que a margem financeira caiu 11% devido à descida das taxas de juro. “Estamos bastante animados com a dinâmica comercial que a Caixa tem”, afirmou Paulo Macedo, presidente da comissão executiva, que prevê que o banco tenha “um resultado expressivo” em 2025 apesar do enquadramento internacional difícil.

A margem financeira, a diferença entre aquilo que o banco paga para se financiar (depósitos, sobretudo) e os juros que cobra nos créditos que concede, baixou de 716 milhões no período homólogo para 636 milhões neste primeiro trimestre de 2025. É uma quebra de 11% que mostra que a descida das taxas de juro já está, gradualmente, a refletir-se nos resultados do banco, à medida que os créditos (indexados) se ajustam às Euribor mais baixas em comparação com os máximos de 2023. Ainda assim, a carteira de títulos e a gestão do risco de taxa de juro por parte do banco ajudaram a mitigar a queda da margem.

Margem financeira com tendência de queda em linha com a descida da Euribor. FONTE: Caixa Geral de Depósitos

O banco encaixou, também, 147 milhões de euros em comissões, mais cinco milhões do que nos primeiros três meses do ano anterior. O banco público sublinha, na apresentação dos resultados, que não aumenta os preçários há três anos consecutivos e que o aumento das comissões se explica por maior transacionalidade por parte dos clientes. Por outro lado, os custos de estrutura subiram cerca de 3% para 308 milhões de euros.

Paulo Macedo sustentou que os resultados são “os mais elevados” entre os bancos nacionais e destacou que os novos empréstimos à habitação superaram 1,1 mil milhões no trimestre, suplantando o valor do período homólogo em mais de 400 milhões, ou seja, um crescimento de 61%.

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O banco público já concedeu 530 milhões de euros de crédito à habitação ao abrigo da garantia pública que foi lançada no final de 2024 e chegou ao “terreno”, sobretudo, a partir do início desde ano. De acordo com os dados do banco, houve 2.800 operações de crédito contratadas, numa fase em que o banco público gastou 30% da quota que foi atribuída ao banco público pelo Ministério das Finanças.

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