A relação entre Donald Trump e Elon Musk poderá já ter tido melhores dias. Depois de ter apoiado a campanha eleitoral do agora líder norte-americano e de se ter assumido como um dos seus maiores aliados após a vitória, o multimilionário teceu-lhe críticas. Nomeadamente devido a um pacote de isenções fiscais que foi aprovado pelos republicanos na Câmara dos Representantes na semana passada e que conta com o apoio de Trump.
“Francamente, fiquei dececionado ao ver um projeto de lei tão dispendioso, que aumenta o défice orçamental, não apenas o diminui, e prejudica o trabalho que a equipa do DOGE está a fazer”, disse Elon Musk, lembrando o Departamento de Eficiência Governamental, que liderou desde janeiro e recentemente abandonou, criado com o objetivo de reduzir as despesas da administração norte-americana. Os comentários do empresário foram feitos durante uma entrevista ao programa CBS Sunday Morning, que será emitida na íntegra este domingo.
"I think a bill can be big or it could be beautiful. But I don't know if it could be both."
Tech billionaire Elon Musk tells CBS Sunday Morning's @Pogue he was "disappointed" to see the Trump-backed "big beautiful" spending bill, which passed in the House last week.
Musk said… pic.twitter.com/LUcuTaNYrs
— CBS Sunday Morning ???? (@CBSSunday) May 28, 2025
“Acredito que um projeto de lei pode ser grande ou pode ser bonito. Mas não sei se pode ser as duas coisas. É a minha opinião pessoal”, afirmou também Musk, fazendo menção à forma como Trump tem vindo a nomear o plano (“One Big Beautiful Bill“) que foi enviado para o Senado norte-americano, onde também terá de ser aprovado.
Com o projeto de lei, a administração norte-americana quer alargar os incentivos fiscais implementados por Trump durante o seu primeiro mandato enquanto Presidente norte-americano (entre 2017 e 2021), além de decretar novos cortes de impostos, o aumento das despesas com o setor da defesa e com a segurança nas fronteiras, incluindo a construção de um muro ao longo da fronteira com o México, de acordo com o The Guardian.
Na semana passada, o projeto de lei foi aprovado pelos republicanos na Câmara dos Representantes, apesar de várias vozes do partido de Donald Trump terem mostrado a sua oposição, segundo a BBC. Essas vozes pretendem que os cortes nas despesas sejam aprofundados e que a sua implementação seja acelerada.
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