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O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) efetuou este domingo um ataque “na retaguarda da Federação Russa” que atingiu “mais de 40” bombardeiros russos em quatro bases aéreas, avançou uma fonte ao jornal Kyiv Independent.
“Os bombardeiros estratégicos inimigos estão a arder em massa na Rússia — este é o resultado de uma operação especial do SBU”, referiu a mesma fonte, sublinhando que é a partir desses aviões que as forças russas lançam mísseis contra território ucraniano.
De acordo com a mesma fonte, o ataque visou, entre outras, a base aérea de Olenya, em Murmansk, a 2.645 quilómetros de distância da fronteira ucraniana. Entre os bombardeiros atingidos, estão aeronaves A-50, Tu-95 e Tu-22 M3.
BREAKING: Major Ukrainian FPV drone swarm hits Russian airbases.
Massive FPV drone attacks struck Olenya and Belaya airbases.
Several Russian Tu-95MS strategic bombers on fire. pic.twitter.com/GFxWt4EJ1O
— Clash Report (@clashreport) June 1, 2025
Na rede social X estão a ser partilhados vários vídeos — com imagens das câmaras de videovigilância da base aérea atingida — que mostram os aviões de combate russos em chamas e longas coluna de fumo. O governador de Murmansk, Andrey Chibis, confirmou entretanto que “drones inimigos atacaram o território”.
Há também imagens de uma outra base que terá também sido atacada por drones ucranianos. A base em questão é a de Belaya, situada na região de Irkutsk, na Rússia, a mais de quatro mil quilómetros da Ucrânia, junto da fronteira com a Mongólia. Também o governador da região de região de Irkutsk, Igor Kobzev, confirmou, citado pelo Kyiv Independent, “um ataque com drones a uma unidade militar na vila de Sredny”, mas não deu mais detalhes.
As outras duas bases aéreas visadas foram a de Dyagilevo, na região de Ryazan, cerca de 500 quilómetros a noroeste de Kharkiv, e de Ivanovo, na região do mesmo nome, a 800 quilómetros da fronteira ucraniana.
Footage of a Ukrainian FPV strike drone rising from a cargo truck and heading towards Russia's Belaya Airbase.
The drone launch and airbase hit were over 4000 km (2500 mi) from Ukraine. pic.twitter.com/XU7bCzV5QJ
— OSINTtechnical (@Osinttechnical) June 1, 2025
De acordo com uma fonte citada pelo jornal Ukrainska Pravda, a operação — com o nome de código “Teia de Aranha” — estava em preparação há mais de 18 meses. Os drones usados para atacar as bases aéreas foram levados para a Rússia numa primeira fase e escondidos em estruturas de madeira. “No momento certo, os drones descolaram para atacar os bombardeiros russos”, disse fonte do SBU ao jornal, tendo os telhados sido levantados utilizando um controlo remoto. A operação, descrita como logisticamente complexa, foi supervisionada pelo presidente Volodymyr Zelensky e executada pelo chefe do SBU, Vasyl Maliuk.
Sete mortos em dois incidentes com pontes russas junto à fronteira com a Ucrânia
Em reação a esta operação, o Ministério da Defesa russo descreveu o sucedido como um “ataque terrorista” às quatro bases aéreas e disse que “várias unidades de aeronaves se incendiaram” em Murmansk e Irkutsk.
Os ataques com drones aconteceram praticamente em simultâneo e ao mesmo tempo que se registavam os dois incidentes com pontes russas nas regiões russas de Bryansk e Kursk, junto à fronteira ucraniana. Em Bryansk, pelo menos sete pessoas morreram quando uma ponte desabou (na sequência de uma explosão), no momento em que um comboio de passageiros passava no local. O senador russo Andrei Klishas, colaborador próximo do Presidente Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de ter sido responsável pela explosão.