Era o jogo que ninguém queria jogar. Em Estugarda, Alemanha e França disputavam o terceiro lugar da Liga das Nações depois de terem sido eliminados por Portugal e Espanha e tentavam alcançar um mal menor na sequência da desilusão dos últimos dias. Para isso, e mesmo não sendo a final da competição, era preciso derrotar uma das melhores seleções do mundo.
Do lado da Alemanha e depois de ter criticado os próprios jogadores após a meia-final contra Portugal, Julian Nagelsmann tentava fugir ao facto de ter falhado a final da Liga das Nações a jogar em casa e construir o futuro da seleção com uma vitória importante contra França. Afinal, sair da primeira final four com um triunfo contra uma das equipas mais consistentes dos últimos anos não deixava de ser um aparente alicerce.
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“Ainda há muito em jogo. A preparação para as eliminatórias do Mundial, o ‘ranking’, ritmo para os jogadores deste grupo e preparação para o Mundial de Clubes. Se eu tiver de ir ao balneário e motivá-los constantemente, terei de mudar o plantel, porque é sinal de que algo está errado. Deve sempre ser algo especial. Afinal de contas, é futebol, é algo lindo que fazemos. É melhor que lavrar um terreno com as próprias mãos”, defendeu o selecionador alemão.
Do lado de França e depois de uma meia-final onde Espanha foi dominadora, mas o empate chegou a parecer alcançável com os quatro golos marcados na segunda parte, Didier Deschamps tentava fugir ao facto de ter novamente falhado a final da Liga das Nações e reconstruir o moral de uma seleção que parece estar em clara viragem de ciclo. Afinal, para além de a saída do treinador estar confirmada depois do Mundial 2026, a mudança geracional nas convocatórias tem sido evidente.
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“Temos jogadores com muito potencial e nem todos podem jogar. Nunca me privei de colocar jogadores de ataque. Temos a capacidade, como demonstrámos contra Espanha, ter controlo e criar uma enorme quantidade de oportunidades e marcar golos. Marcámos quatro, mas sofremos cinco. É uma questão de equilíbrio. Nunca me vou queixar de ter muitos jogadores de ataque com muita qualidade à minha disposição. Há um interesse relativo nesta partida, mas estamos aqui e vamos jogá-la. Os jogadores, quando estão em campo, têm interesse em dar o seu melhor”, atirou o selecionador francês.
Neste contexto, este domingo, Julian Nagelsmann fazia várias alterações face ao onze inicial que defrontou Portugal e mudava até o sistema tático, passando a atuar com uma linha de quatro elementos. David Raum surgia na esquerda da defesa, com Pascal Gross, Adeyemi e Füllkrug a serem aposta, e Sané, Gnabry e Pavlovic começavam todos no banco. Já Didier Deschamps não contava com os lesionados Dembélé e Barcola e tinha Marcus Thuram, Cherki e Kolo Muani no apoio a Mbappé, com Rabiot e Tchouaméni no meio-campo.
Numa primeira parte em que a Alemanha foi muito superior a França, com mais oportunidades de golo e maior facilidade na aproximação à baliza contrária, acabou por reinar a eficácia. Florian Wirtz até acertou no poste com um remate rasteiro e cruzado (37′), mas Mbappé fez melhor: o avançado do Real Madrid recebeu a bola na área, tirou um adversário da frente e atirou para abrir o marcador (45′), com o desvio de Ter Stegen a ser insuficiente para parar o pontapé. Ao intervalo, com o golo 50 de Mbappé pela seleção, os franceses estavam a vencer os alemães pela margem mínima.
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Julian Nagelsmann mexeu logo ao intervalo e trocou Woltemade por Deniz Undav. Mbappé teve a primeira ocasião de perigo da segunda parte, com um remate cruzado que só parou na malha lateral (47′), e o jogo parecia mais aberto e equilibrado, com França claramente a tentar contrariar a superioridade demonstrada pela Alemanha até então. Undav empatou ainda dentro dos dez minutos iniciais (53′), mas o lance foi anulado por falta de Füllkrug num ponto anterior da jogada.
Os franceses ficaram perto de aumentar a vantagem com um remate de Thuram ao poste (59′) e Julian Nagelsmann respondeu com outras duas substituições, lançando Tom Bischof e Mittelstädt. Didier Deschamps mexeu pela primeira vez a pouco mais de 20 minutos do fim, motivando a entrada de Michael Olise, Doué e Manu Koné de uma vez, e tanto Thuram como Mbappé voltaram a ameaçar o golo com pontapés colocados que Ter Stegen defendeu (70′ e 80′).
Já dentro dos últimos dez minutos, Olise ainda aumentou a vantagem e sentenciou o jogo num lance onde só precisou de encostar, depois de Mbappé arrancar sozinho na esquerda e oferecer o golo ao avançado do Bayern Munique (84′). No fim, França venceu a Alemanha em Estugarda e garantiu o terceiro lugar da Liga das Nações, deixando os alemães na quarta e última posição da final four disputada em casa.
Mbappe serviu Olise que só teve de encostar ????#sporttvportugal #NATIONSnaSPORTTV #UEFANationsLeague #Alemanha #França pic.twitter.com/Qq7xAjNReF
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