Existiu a possibilidade Claudio Ranieri, que depressa recordou que decidiu terminar a carreira. Apareceu a hipótese Stefano Pioli, que vai mesmo deixar o Al Nassr mas para assumir a Fiorentina. E até surgiram as improváveis soluções com José Mourinho, Fabio Cannavaro ou Daniele De Rossi. No fim, sem ser surpreendente, o nome escolhido também não foi o mais consensual.
Gennaro Gattuso, antigo internacional italiano, será o sucessor de Luciano Spalletti no comando da seleção de Itália. Aos 47 anos, estava sem trabalho há algumas semanas, desde que saiu do Hadjuk Split da Croácia, e vai agora assumir uma seleção pela primeira vez na carreira de treinador: orientou Sion, Palermo, Creta, Pisa, AC Milan, Nápoles, Valencia e Marselha, tendo como grande triunfo a conquista da Taça de Itália com os napolitanos em 2019/20.
Gennaro Gattuso is the new First Team Head Coach ????????
Welcome back, Rino ????#Azzurri #VivoAzzurro pic.twitter.com/H6oQZWJcca— Italy ⭐️⭐️⭐️⭐️ (@Azzurri_En) June 15, 2025
A ideia de que seria mesmo o antigo médio do AC Milan a suceder a Luciano Spalletti começou por ser confirmada por Gianlugi Buffon, atual team manager de Itália que foi colega de Gennaro Gattuso na seleção durante vários anos. “Temos estado a trabalhar, estamos agora à espera dos últimos pormenores. O presidente e toda a Federação tiveram dias bastante densos e cheios de todo o tipo de momentos. Penso que no final fizemos a melhor escolha possível. Recomeçamos a tentar, antes de mais nada, espicaçar-nos a nós próprios. Depois, é claro que, acima de tudo, o que realmente importa é evitar fazer figuras que não sejam dignas de Itália. Entre perder e perder de certa maneira existe bastante diferença e isso pode ser evitado com pequenos cuidados”, disse o antigo guarda-redes na Eslováquia, onde se deslocou para assistir a um dos jogos dos Sub-21 italianos no Campeonato da Europa do escalão.
Este domingo, surgiu o anúncio oficial. “Gattuso é um símbolo do futebol italiano, esta camisola é como a sua segunda pele. A sua motivação, profissionalismo e experiência serão fundamentais para os próximos desafios da seleção nacional. Tem noção da importância dos nossos objetivos e agradeço-lhe pelo imediatismo e pela dedicação na hora de aceitar este desafio. Partilha o projeto da Federação para o desenvolvimento do nosso futebol, onde a camisola da seleção é uma parte central”, indicou Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol, num comunicado que também adiantava que a nova equipa técnica será apresentada na próxima quinta-feira.
Com passagem por Perugia, Glasgow Rangers, Salernitana e Sion, Gennaro Gattuso fez principalmente carreira no AC Milan, que representou de 1999 a 2012 e onde conquistou duas Serie A, duas Ligas dos Campeões, uma Taça de Itália, duas Supertaças de Itália, um Mundial de Clubes e duas Supertaças Europeias. Com a seleção de Itália, onde somou 73 internacionalizações ao longo de uma década, conquistou o Mundial 2006 na Alemanha, participando também nos Mundiais de 2002 e 2010 e nos Europeus de 2004 e 2008.
Itália não se qualifica para um Campeonato do Mundo desde 2014, quando foi eliminada na fase de grupos no Brasil, falhando depois as fases finais de 2018 e 2022, na Rússia e no Qatar. Atualmente, está no terceiro lugar do Grupo I do apuramento para o Mundial 2026, com uma vitória e uma derrota em duas jornadas. De acordo com a Gazzetta dello Sport, Gennaro Gattuso deve integrar o também antigo internacional Leonardo Bonucci na equipa técnica — sendo que este começou recentemente a carreira de treinador como adjunto nos Sub-20 italianos –, existindo também a possibilidade de contar com Andrea Barzagli e Gianluca Zambrotta.