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Pan Am levantou voo novamente numa uma rota privada com passagem por Lisboa

Este artigo tem mais de 1 ano

Boeing 757 com a marca icónica regressou aos ares e aterrou na capital portuguesa esta quinta-feira. A viagem faz parte de uma nova estratégia de relançamento da marca.

Pan Am
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▲O globo azul da Pan Am voltou aos ares

X/Pan Am

▲O globo azul da Pan Am voltou aos ares

X/Pan Am

A icónica marca Pan Am, uma das maiores companhias aéreas do século XX, voltou a levantar voo. Porém, desta vez, numa rota privada de luxo que liga várias cidades norte-americanas e europeias — incluindo Lisboa — numa viagem para lembrar uma outra era da aviação.

O avião Boeing 757-200 com o símbolo do globo azul faz parte de uma viagem organizada pela empresa de viagens Criterion Travel que levantou voo no passado dia 16 de junho do aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque, onde a Pan Am chegou a ter um terminal inteiro na sua época de ouro no século XX.

O avião aterrou às 19h33​ desta quinta-feira no Aeroporto Humberto Delgado, segundo dados do site de aviação Flightradar24. Lisboa é a terceira paragem da viagem transatlântica, que já passou pela ilha da Bermuda e ainda vai aterrar em Marselha, Londres e na cidade irlandesa de Shannon, antes do regresso a Nova Iorque.

Este percurso pretende recriar e combinar as duas primeiras rotas transatlânticas da companhia — a “Rota do Norte” e a “Rota do Sul” — numa viagem só.

A capital portuguesa era um dos pontos principais destas primeiras viagens, mesmo antes de existir um sítio para aterrar em terra. “Lisboa foi, por um breve tempo, o ponto terminal da Rota do Sul, com chegadas no Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo a partir de 1938”, conta a empresa, lembrando o hidroporto que existiu até às década de 50 onde hoje é o Parque das Nações.

A viagem quer também trazer de volta “o glamour e a nostalgia” da chamada “era de ouro das viagens aéreas“, conta a empresa no panfleto que publicita a viagem.

Segundo a Bloomberg, todos os passageiros viajam em executiva, com bar aberto e refeições preparadas por um chefe. Os próprios assistentes de bordo também estão vestidos com o uniforme clássico da companhia aérea.

A exclusividade de todo o percurso sente-se também nos preços, que incluem alojamentos em hotéis de cinco estrelas. Para quem quis partilhar quarto, o preço por pessoa foi de cerca de 52 mil euros. Se os quartos fossem individuais, o custo total ficou perto dos 57 mil euros. Na passagem portuguesa, os viajantes ficaram hospedados no Ritz, no centro de Lisboa.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 5.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

Apesar dos custos, Debbi Fuller, que trabalhou como assistente de bordo na Pan-Am original entre 1980 e 1989, decidiu embarcar. À Bloomberg, Fuller contou que se riu quando viu o preço no panfleto com o seu marido, mas ficou surpreendida quando o seu marido lhe disse para ir ainda assim.

“Ele disse-me: ‘Tenho 83 anos. Eu sei o quanto a Pan Am significava para ti. E, de qualquer forma, perdi essa quantia no mercado de ações na semana passada'”, contou a antiga assistente de bordo.

Segundo a agência norte-americana, que falou com o CEO da marca Craig Carter, esta viagem pretende ser um primeiro passo para uma nova e renovada Pan Am. A seguir à rota transatlântica, um voo fretado com a marca atravessará o Pacífico, com passagens por Tóquio, pelo Cambodja, por Singapura, pelas cidades australianas de Darwin e Sydney, pela cidade neozelandesa de Auckland e pelas ilhas Fiji.

A empresa quer também lançar um hotel e ainda um restaurante dentro de um avião em terra, que será chamado de Pan Am Experience. O passo seguinte, conta a Bloomberg, será mesmo o renascer da Pan Am, como uma verdadeira companhia aérea renovada.

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