Um maestro e antigo professor de música no Conservatório da Física de Torres Vedras e na Academia de Música de Óbidos cuja história foi denunciada pelo Observador encontra-se em prisão preventiva, tendo sido acusado de três crimes de abuso sexual e outros três de prostituição de menores. Mas não fica por aqui: é ainda acusado dos crimes de importunação sexual, pornografia de menores e aliciamento de menores para fins sexuais, detalha a Comarca de Lisboa Norte ao Observador. O professor está agora proibido de exercer funções.
Depois de um primeiro interrogatório judicial, o maestro “foi, em 21 de fevereiro de 2025, submetido à medida de coação de prisão preventiva”, lê-se na informação enviada por esta comarca. A 15 de junho foi então proferido o despacho de acusação que imputa ao maestro de 35 anos “três crimes de abuso sexual de crianças agravado”, “três crimes de recurso à prostituição de menores agravado”, “nove crimes de importunação sexual agravado”, “seis crimes de pornografia de menores agravado” e “um crime de aliciamento de menor para fins sexuais”.
No final de maio o Observador noticiou que o Ministério Público tinha aberto um inquérito-crime e estava a decorrer uma investigação, sendo que o maestro em questão já tinha sido constituído arguido. À época, era referido que o maestro criou e dirigiu um coro masculino composto por jovens com idades entre os 14 e os 30 anos, chamado Vetera Vox, que, de acordo com testemunhos ouvidas pelo Observador, era usado pelo maestro como meio de assediar menores.
O músico, que deixou o Conservatório de Torres Vedras após a direção ter recebido queixas contra si que tinham por base mensagens consideradas “desadequadas”, continuou ainda a lecionar na Academia de Música de Óbidos, tendo apresentado “a sua rescisão contratual através de email a 12 de setembro de 2024, invocando motivos pessoais”, detalhou esta instituição ao Observador.
Desde janeiro deste ano que o maestro tinha deixado de publicar na rede social Facebook, contrariando o seu hábito de o fazer regularmente, o que gerou alguma estranheza por parte de quem privava mais com o músico. Houve também quem estranhasse a ausência de publicações na altura do Carnaval, tradição à qual o professor sempre terá sido muito ligado. A medida de coação de prisão preventiva foi pela primeira vez decretada em fevereiro, tendo sido revista e mantida a 18 de junho de 2025.
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