Vive la France, Vive le Tour! Está aberta a melhor altura do ano no que ao ciclismo diz respeito. Ao longo dos próximos 21 dias (23 se considerarmos os dois de descanso), os principais ciclistas do planeta vão lutar para conseguirem um lugar de destaque na prova mais mediática do verão: a Volta a França. Se, por um lado, a luta pela vitória está restrita a Tadej Pogacar e Jonas Vingegaard, por outro, um João Almeida nunca antes visto, promete apimentar a competição. Ainda assim, o português surge como o principal apoio do esloveno na montanha, sendo peça fundamental dentro da UAE Team Emirates-XRG, que terá de se apresentar a grande nível para derrotar uma Visma-Lease a Bike de grande qualidade.
Na véspera do arranque em Lille, Almeida falou ao Observador sobre as suas aspirações para este Tour e, apesar de não negar que está a viver o melhor momento da sua carreira, assegurou que a sua missão passa apenas e só por estar ao lado de Pogacar… para já. “O objetivo é ajudar o Tadej o máximo que conseguir. Estamos cá para ganhar o Tour. O foco é ajudar o Tadej o máximo que conseguir, destruindo o grupo quando eu começar a puxar e empregando um ritmo duro nas subidas. Não levo nenhum objetivo de ter de fazer pódio, porque é sempre secundário tendo em conta esse trabalho. Vou dar sempre o meu melhor, seguir o meu instinto, mas temos um objetivo maior: ganhar a Volta a França. Terceiro lugar? Eu gostava, mas falar é fácil, fazer é outra coisa”, assumiu o ciclista de 26 anos.
Na mesma toada, o ex-ciclista e duas vezes vencedor do Tour, Alberto Contador, também falou ao Observador sobre as aspirações do Bota Luma para esta 112.ª edição da Grande Boucle. “Ainda não se viu até onde ele pode chegar com liberdade final, por estar na Emirates e ter de trabalhar para o Pogacar. Mas também é certo que, há pouco tempo [em 2023], o Adam Yates conseguiu subir ao pódio do Tour mesmo estando a trabalhar para o Pogacar. Portanto, vamos ter de esperar para ver como corre a corrida. Vimos um João Almeida fortíssimo na Volta à Suíça. Agora é ver se consegue manter essa forma no Tour. Se Pogacar e Vingegaard não estiverem em prova, ele é claramente um candidato à vitória, especialmente se estivermos a falar do Giro ou da Vuelta. É um corredor muito sólido, está num momento de grande maturidade. O único ponto é que tem de lhe ser dada a oportunidade de lutar por isso”, partilhou o Pistolero.
???? For the first time since 2020, the honor of wearing the first @MaillotjauneLCL should fall to a sprinter!
???? Pour la première fois depuis 2020, c'est à un sprinteur que devrait échoir l'honneur d'endosser le premier @MaillotjauneLCL ! #TDF2025 pic.twitter.com/IcYEGEZhUW
— Tour de France™ (@LeTour) July 5, 2025
Assim, a Grand Départ deste Tour aconteceu em Lille, cidade que recebeu a prova pela 19.ª vez, e também foi o palco da chegada desta primeira etapa. Com um circuito a oeste da cidade, o percurso contemplou três subidas de quarta categoria, num percurso praticamente plano e que favorecia os homens mais rápidos do pelotão. Ainda assim, a aproximação à meta era bastante técnica, com quatro curvas, lombas e uma ponte entre os últimos 4.000 e 2.000 metros. Como seria de esperar, a Volta a França começou a todo o gás e com quedas a registarem-se desde o início, envolvendo Filippo Ganna (Ineos Grenadiers), Stefan Bissegger (Decathlon AG2R La Mondiale) — ambos abandonaram —, Sean Flynn (Picnic PostNL) e Thibau Nys (Lidl-Trek). Mais à frente, na discussão pela liderança da montanha no Mont Cassel, Benjamin Thomas (Cofidis) caiu logo a seguir à linha de meta e levou consigo Mattéo Vercher (TotalEnergies). Os dois acabaram alcançados pelo pelotão.
O vento decidiu intrometer-se na corrida nos quilómetros finais e cortou o pelotão, deixando apenas Pogacar, Vingegaard e Enric Mas (Movistar) na frente, no que aos candidatos diz respeito. A quatro quilómetros da meta, Ben O’Connor (Jayco AlUla) e Marijn van den Berg (EF Education-EasyPost) caíram e reduziram ainda mais o grupo principal. No final, a Alpecin-Deceuninck tratou de lançar o sprint e levou Jasper Philipsen a uma vitória dominadora, à frente de Biniam Girmay (Intermarché-Wanty) e Soren Waerenskjold (Uno-X Mobility). Pogacar e Vingegaard chegaram com o mesmo tempo e ganharam, ao primeiro dia, 39 segundos a Primoz Roglic (Red Bull-Bora-hansgrohe), Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e João Almeida.
JASPER ???????????? ???????????????????????? ????
Philipsen gana con autoridad al esprint en Lille y es el primer líder del Tour de Francia 2025.
???? Pogacar y Vingegaard meten 39 segundos a Evenepoel y Roglic en meta.
????♂️ Lo has visto en @Eurosport_ES y @StreamMaxES. #TDF2025 pic.twitter.com/fMiSJcB3Ny
— Eurosport.es (@Eurosport_ES) July 5, 2025