Duas vitórias em 16 jogos realizados desde os anos 80, dois triunfos que não tiveram o condão de anular as desvantagens trazidas da primeira mão. Portugal tinha o encontro do “tudo ou nada” no Europeu mas jogava não só contra uma formação que está nesta fase uns furos acima da Seleção mas também contra uma equipa contra quem não tinha propriamente o melhor histórico de resultados. Mais: depois da ronda inicial, com o conjunto nacional a ser goleado frente à Espanha e a Itália a vencer a Bélgica pela margem mínima, a margem de manobra era nula para as Navegadoras manterem a esperança num inédito apuramento para a fase seguinte e quebrarem a atual série de cinco derrotas consecutivas em encontros oficiais com uma média de cinco golos sofridos por jogo como há muito não acontecia no trajeto de uma década de Francisco Neto.
“Tem de aparecer a melhor versão de Portugal. Está na hora de aparecer e agora tem de vir a melhor versão individual de todas jogadoras e de todo o Portugal. Essa é a ambição que trazemos dentro do grupo, queremos muito fazer as coisas bem e dar um passo em frente. Temos de ser mais equilibrados, procurar trabalhar com as nossas jogadoras e crescer nesses momentos do jogo Acho que a organização defensiva é algo mais preocupante do que ofensivamente, porque estamos a criar mais oportunidades. Defensivamente, temos de ser mais sólidos e capazes de fechar espaços”, apontara o selecionador na antecâmara do encontro.
“A Itália tem alternado muito a estrutura com que joga, apesar de ter muitas vezes os mesmos princípios. Tem uma ideia e uma matriz bem definidas, é uma equipa que privilegia muito o jogo interior, muito agressiva, com jogadoras evoluídas tecnicamente, com muita experiência e muita gente na área. Mexidas na equipa? É normal que haja algumas alterações. Estrategicamente é importante. Tivemos pouco tempo de recuperação entre dois jogos, passámos muito tempo a defender, há uma maior fadiga e é normal que haja algumas alterações”, assumira antes da partida em Genebra depois do final do Bélgica-Espanha, que acabou com mais uma goleada das campeãs mundiais por claros 6-2 que praticamente deixava as belgas de fora.
Durante 90 minutos num jogo atípico, Portugal voltou a ser Portugal. Jogou com confiança, soube travar uma equipa que atravessa um melhor momento e ganhou os 20 metros que faltavam no campo quando já estava em desvantagem numa transição rápida que surgiu no seguimento da melhor jogada coletiva nacional do encontro. Esse foi o grande mérito das Navegadoras, que vão para a última jornada ainda a sonhar com o apuramento para os quartos com uma exibição em homenagem a Diogo Jota que mostrou aquilo que melhor sabem fazer quando se soltam das amarras criadas pelos recentes maus resultados registados.
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Portugal teve uma entrada bem diferente em campo, não só pelo aumento da agressividade com e sem bola mas também, ou sobretudo, pela capacidade de colocar unidades no último terço em ações ofensivas, algo que foi raro acontecer frente à Espanha. No entanto, e depois de um cruzamento largo de Joana Marchão que por pouco não fez o arco para trair Giuliani, foi Patrícia Morais que brilhou na baliza para travar a primeira grande oportunidade do encontro, com Girelli a ganhar espaço fora da área para o remate desviado com um grande voo para canto (8′). Esse momento acabou por ser um “bloqueador” para Portugal no plano ofensivo, com menos capacidade de chegar à frente antes de nova chance flagrante para as transalpinas com Salvai a saltar mais alto na área após livre lateral na esquerda do ataque para acertar na trave (21′).
O nosso ???????? ???????????????????????????? para o jogo frente à Itália ⚔️⛵#FazHistória | #PORITA #WEURO2025 pic.twitter.com/h03ZIqOuiB
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O hino nacional em Genebra ❤️#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/WJkyzIHyrr
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Portugal estava mais confiante, capaz e descomplexado do que acontecera na estreia. O primeiro remate não tinha ainda surgido mas viam-se mais sinais daquilo que é o ADN da Seleção de Francisco Neto, com maior confiança na troca de bola, outra imaginação quando a bola chegava ao espaço entre linhas de Kika (sempre com marcação cerrada, que valeu o primeiro amarelo do jogo a Giugliano) e capacidade para travar as ações ofensivas das transalpinas, que só voltaram a criar perigo em cima do intervalo numa jogada de Cantore pela esquerda com cruzamento atrasado para o remate na passada de Girelli para nova intervenção de Patrícia Morais (45′). Metade do caminho estava feito, com Portugal dentro do jogo e com tudo em aberto.
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A Itália marca, mas o golo de Severini é anulado ❌#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/EqWeWpJcHW
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Patrícia Morais ????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/kdVmTY1Guu
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Francisco Neto não mexeu ao intervalo e a Seleção voltou a entrar bem no jogo, repetindo várias vezes um movimento pela esquerda à procura da profundidade com Diana Silva a descair no flanco sem que a Itália tivesse qualquer aproximação de perigo à baliza de Patrícia Morais até uma jogada individual de Caruso pelo meio com remate a passar perto da trave (60′). Era tempo de substituições, com Joana Marchão a ter de sair também lesionada para a entrada de Catarina Amado além de Jéssica Silva, mas o golo inaugural acabaria por surgir de forma cruel para a Seleção: no seguimento da melhor jogada coletiva de Portugal em todo o jogo, que terminou com um cruzamento de Ana Borges para Giuliani, a Itália saiu de forma rápida, a bola circulou entre corredores e Girelli atirou de fora da área ao ângulo para fazer o 1-0 (70′).
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Girelli com um golaço. ????????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/cyGMgAdi2i
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Era um golpe duro para a Seleção, que quando começava a apertar o cerco junto à área de Itália acabou por sofrer num daqueles lances que marcam uma carreira. A equipa nacional teve ainda cinco minutos a digerir o golpe sofrido mas não demoraria a reagir, num final de jogo que poderia fazer cair a partida para os dois lados: Diana Silva marcou na sequência de um livre mas o golo foi anulado (80′), Diana Gomes fez o empate num chapéu na área após assistência de Dolores Silva (89′), Bergamaschi viu Patrícia Morais tirar o 2-1 num cabeceamento na pequena área ao segundo poste isolada (90+1′), Giugliani evitou a reviravolta num passe longo que Tatiana Pinto não conseguiu desviar mas quase enganou a guarda-redes (90+4′). Apesar das contrariedades, a Seleção conseguiu sair com vida para a última jornada mesmo não dependendo de si.
Diana Silva marcou, mas o golo foi anulado ????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/CiB8XuuDrL
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Diana Gomes empatou a partida ????#sporttvportugal #FUTEBOLnaSPORTTV #UEFAWomensEuro #Portugal #Italia pic.twitter.com/nV0gHbm2C4
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O resumo estatístico do empate entre Portugal e Itália: a Seleção ???????? teve + bola mas rematou pouco – e o único remate enquadrado entre os postes deu em golo pic.twitter.com/OxTLFqLVgR
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