É o fim declarado de uma era: depois de duas décadas como team principal da Red Bull, Christian Horner foi despedido. A notícia foi confirmada esta quarta-feira por um comunicado da equipa que também indica desde logo que Laurent Mekies, até aqui team principal da satélite RB, vai substituir o britânico à frente da marca austríaca.
“A Red Bull dispensou Christian Horner dos seus deveres operacionais com efeito no dia de hoje e nomeou Laurent Mekies como CEO da Red Bull Racing. Agradecemos a Christian Horner o trabalho excecional ao longo dos últimos 20 anos. Com o seu compromisso incansável, a experiência, a sabedoria e o pensamento inovador, foi instrumental para estabelecermos a Red Bull Racing como uma das equipas mais bem sucedidas e atrativas da Fórmula 1. Obrigado por tudo, Christian, e vais sempre ser uma parte importante da nossa história”, pode ler-se no comunicado assinado por Oliver Mintzlaff, o CEO de Projetos e Investimentos Corporativos da Red Bull.
20 years, 14 titles ????
An incredibly successful partnership comes to an end#F1 @redbullracing pic.twitter.com/av6BkXMjRQ
— Formula 1 (@F1) July 9, 2025
BREAKING: Laurent Mekies takes over CEO duties at Red Bull Racing with immediate effect#F1 pic.twitter.com/z0VfUrVvA6
— Formula 1 (@F1) July 9, 2025
De acordo com o The Guardian, os funcionários da Red Bull também só foram informados ao início da manhã desta quarta-feira e receberam a notícia com alguma surpresa, já que não existiam quaisquer indícios de que a bomba iria rebentar nesta altura — poucos dias depois do Grande Prémio da Grã-Bretanha, a meio da temporada e sem que o futuro de Max Verstappen esteja assegurado, para além de que a corrida pelo pentacampeonato mundial do neerlandês está cada vez mais complicada.
De recordar que, em fevereiro do ano passado, Christian Horner foi acusado de “conduta imprópria” por uma funcionária da Red Bull. A marca austríaca conduziu uma investigação independente e o britânico de 50 anos, que sempre negou todas as alegações, foi ilibado — e a funcionária em questão foi suspensa, apesar de elementos da FIA e alguns jornalistas terem recebido emails anónimos com fotografias e conversas de cariz sexual entre os dois. Na altura, Jos Verstappen, o pai de Max, foi um dos principais defensores da saída de Horner, considerando ser impossível manter o team principal na estrutura.
Ainda assim, no cargo desde 2005, Christian Horner ficou — até esta quarta-feira. 20 anos depois, o britânico sai da Red Bull com oito títulos mundiais de pilotos, seis títulos mundiais de construtores e 124 vitórias em 405 corridas, tendo tornado a marca austríaca numa das equipas mais bem sucedidas da história recente da Fórmula 1. Sem o team principal de duas décadas e com Max Verstappen a decidir conversar com a Mercedes para se juntar a Kimi Antonelli em 2026, a Red Bull pode começar a próxima temporada com um autêntico fim de ciclo e início de nova era.
Em declarações à Sky Sports, o antigo piloto Martin Brundle procurou explicar a decisão e defendeu que não foi “completamente inesperado”. “Com tudo o que está a acontecer, com os problemas na equipa. Fico triste porque considero o Christian um amigo e ele fez um trabalho incrível durante 20 anos, ganhou imensas corridas e Campeonatos do Mundo para os pilotos e para a equipa. Mas não era difícil sentir no ‘paddock’, observar e ouvir que as coisas não estavam propriamente cor de rosa”, indicou.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 8.º e último episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui, o sexto aqui e o sétimo aqui]