Chegado ao FC Porto em tenra idade, João Costa passou por quase todos os escalões de formação dos dragões, mas acabou por sair em 2017, sem nunca se ter estreado pela equipa principal. Por entre empréstimos a Gil Vicente e Cartagena, o guarda-redes saiu a custo zero ao Mirandés, dando início a uma caminhada de quatro temporadas no futebol espanhol. Depois de passar por Granada e Real Murcia, Costa regressou a Portugal, pela mão do Feirense, mas foi no Estrela da Amadora, na segunda metade desta época, que se afirmou e deu o tão esperado salto de regresso à Invicta.
Em comunicado, o FC Porto anunciou o regresso de João Costa oito anos depois e revelou que o guarda-redes assinou um contrato válido por cinco temporadas, até 2030. Para além disso, o atleta de 29 anos vai envergar o número 24, que pertencia a Nehuen Pérez, com o central a ficar com a camisola número 18. Os dragões aproveitaram ainda para recordar que Costa sagrou-se campeão nacional de iniciados (2010/11), juvenis (2011/12) e juniores (2014/15), tendo ainda conquistado a Segunda Liga (2015/16) ao serviço dos portistas. Em sentido inverso, Jorge Meireles e Marcus Abraham vão reforçar os tricolores.
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Bem-vindo de volta a casa, João Costa ????#SeguimosJuntos @Joaocosta_24 pic.twitter.com/Oyx8buAHvz
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“Regressar ao FC Porto neste momento representa tudo para mim e a minha família estar presente representa a base de todo o sucesso, porque ninguém consegue nada sozinho. As nossas bases são muito importantes, a educação, o apoio nos momentos mais difíceis. Sem eles eu posso dizer que provavelmente não conseguiria estar aqui hoje. E a presença do presidente é um prazer enorme. Além de presidente é uma lenda do nosso clube, venceu títulos sem igual de uma época histórica e acho que não há melhor maneira de regressar quando se junta tudo o que realmente é importante. Balneário? Acho que não há sítio melhor, este é o nosso lugar sagrado, é assim que pensamos nele, é onde vivemos todas as vitórias, é onde nós nos superamos nos momentos menos bons, é onde se respira a mística, onde se sente a união para conquistar grandes coisas, é um lugar único e é um prazer enorme poder estar aqui e poder trazer a minha família, porque isto realmente é um lugar único. Só quem passa por aqui sente a energia que aqui está”, começou por dizer o reforço.
“O que eu tive de fazer foi nunca desistir e acreditar sempre, fui alimentado pelo sonho de voltar. Nos momentos decisivos nunca deitei a toalha ao chão por tudo que me ensinaram, tanto aqui como a minha família. Essa foi a base para eu poder aguentar tudo o que aguentei. Já passei por duas lesões graves, já joguei na Terceira Divisão, já joguei na Segunda, estive cinco anos fora do país. Comecei na Primeira Divisão aos 29 anos, quando muita gente se calhar esperava que eu chegasse aos 20, e ter que lidar com isso parece fácil, mas nós também somos pessoas, também temos sentimentos e também sentimos a pressão do futebol, mas eu fui preparado para isso. Costumo dizer que fui ensinado para vencer. E espero que o meu exemplo valha a pena ser contado, principalmente aos mais jovens, porque os sonhos podem ser cumpridos. Só temos que acreditar neles, visualizá-los na nossa mente, passá-los para o coração e dar tudo todos os dias para o conseguir”, acrescentou.
????João Costa: "Regressar ao FC Porto representa tudo para mim"#SeguimosJuntos
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“Para além das qualidades como guarda-redes, é um jogador da casa. Foi campeão nacional em todos os escalões, foi campeão nacional num título inédito da equipa B e é um jogador à Porto, conhece os valores do clube. Para além de todas as qualidades técnicas, é alguém que nos vai ajudar muito. Teve boas temporadas, inclusive fora do nosso país. É alguém que subiu a pulso, ou seja, esteve no auge, desceu, lutou pela vida, fez-se à vida e está em alta neste momento, por isso é que está connosco. Precisamos de recuperar essa identidade. Sabemos que, hoje em dia, não há assim tantas referências, por isso, dentro das possibilidades, queremos trazer o máximo de referências possível para recuperarmos essa identidade”, partilhou Jorge Costa, diretor do futebol azul e branco.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 8.º e último episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui, o sexto aqui e o sétimo aqui]