A prova final do ensino Básico de Matemática poderá ser anulada em 15 escolas de norte a sul do país. A decisão fica nas mãos dos Encarregados de Educação, que, caso queiram avançar para esta decisão, só têm de assinar a declaração distribuída na passada segunda-feira.

No início desta semana chegou a várias escolas — entre as quais as do agrupamento de Escolas de Azeitão, em Setúbal — um documento que os pais deviam assinar, assumindo ter recebido ” a informação do Júri Nacional de Exames sobre os constrangimentos ocorridos” no primeiro turno nas provas finais do Ensino Básico. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) adiantou à Rádio Renascença que o constrangimento a que o documento diz respeito é o tempo de compensação que foi dado aos estudantes de 9.º ano.

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Nesta declaração, à qual o Observador teve acesso e que acabou por ser divulgada em alguns blogs de ensino, os Encarregados de Educação eram obrigados a optar por uma das seguintes opções: validar “as provas finais de Matemática realizadas na 1.ª fase sem a aplicação de qualquer medida excecional” ou anular “as provas finais de Matemática, realizadas na 1.º fase, antes da publicação das pautas de classificação e realização das provas finais na 2.ª fase como se da 1.ª se tratasse, para todos os efeitos legais”.

Segundo a Renascença, este documento foi apresentado em 15 escolas, sendo que a pasta tutelada por Fernando Alexandre detalha ainda que o Júri Nacional de Exames “tomou esta decisão depois de terem sido reportados constrangimentos pelas escolas e pelos pais”. O objetivo do MECI foi, assim, garantir que todos os alunos acedem às provas em condições de equidade, sublinha o gabinete à Renascença.