As obrigações que o IGCP esteve nas últimas semanas a vender a retalho (OTRV), junto dos pequenos investidores, tiveram pouco sucesso. Recolheram uma procura de cerca de 60% em comparação com os mil milhões previstos, confirma comunicado da Euronext, a bolsa portuguesa, que está a gerir esta colocação que teve duas “avenidas”: subscrição de novos títulos e uma operação de troca dirigida aos investidores que tinham subscrito a anterior emissão destes títulos.
“O resultado total das ofertas, após validação, ascendeu a 612,237 milhões de euros, dos quais 423,421 milhões da subscrição pública e 188,816 milhões da oferta pública de troca para os detentores das obrigações ‘OTRV julho 2025′”, indica a gestora do mercado de capitais português em comunicado. O valor previsto nesta emissão era de mil milhões de euros e até se admitia aumentar o montante máximo, se houvesse procura suficiente.
A “‘OTRV Julho 2031’ atraiu 24.149 investidores de retalho, com a maioria a colocar ordens entre os 11.000 euros e os 30.000 euros”, acrescentou a Euronext.
Esteve em curso até 15 de julho o período de subscrição da nova série de títulos de dívida emitidos pelo Estado português para o retalho, estas OTRV. Embora tenham algumas diferenças, estes são produtos de aforro muito semelhantes às obrigações do Tesouro comuns, que são a principal forma através da qual o Estado se financia mas que só podem ser comprados por investidores institucionais (como bancos, seguradoras e fundos de pensões).
Porém, as condições oferecidas são pouco generosas, até mesmo quando se compara com os certificados de aforro que também são vendidos pelo mesmo IGCP, embora possam fazer sentido para alguns aforradores – nomeadamente aqueles que já atingiram os máximos de investimento nos certificados de aforro.