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De bóia e barbatanas, homem marroquino resgatado por iate perto da costa espanhola. "Ele quase não falava"

Este artigo tem mais de 1 ano

O objetivo era fazer a travessia a nado, entre Marrocos e Espanha, mas acabou por ser intercetado por uma família que se dirigia até às baleares. Foi levado para costa e assistido pelas autoridades.

Boia pertencente a barco que transportava 19 migrantes ilegais e naufragou na costa da Turquia
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Anadolu Agency via Getty Images

Anadolu Agency via Getty Images

Com apenas uma boia insuflável, um fato de mergulho e um par de barbatanas, um homem partiu de Marrocos com o objetivo de atravessar o estreito de Gibraltar e nadar até ao sul de Espanha. A cerca de 24 km da cidade de Benalmádena, no passado dia 16 de julho, acabou por ser intercetado por uma família que velejava até às ilhas baleares num iate. Com uma corda, a família conseguiu resgatar o migrante para dentro da embarcação, dando-lhe água e comida.

“Ele quase não falava”, conta a família ao jornal Diario Sur, admitindo que, numa primeira instância, assumiram que o homem era uma ave, até terem pegado num par de binóculos e aí perceberam a seriedade do caso. Foi precisamente quando contornaram um navio petroleiro que viram “algo” a mexer entre as ondas. Quando se conseguiram aproximar, atiraram uma corda para o fazer chegar ao iate, como mostram as imagens captadas por um dos passageiros a bordo.

Já dentro do barco, com novas roupas, água e sopa oferecidas pela família, o homem marroquino foi levado para o porto de Málaga, onde foi recebido pela polícia local e pela Cruz Vermelha.

De acordo com a Organização Internacional para a Migração, a agência das Nações Unidas dedicada ao tema, já 151 pessoas morreram este ano em tentativas semelhantes, enquanto 572 sofreram do mesmo destino ao longo de 2024.

[É sábado. No lobby de um hotel de Albufeira um assassino misterioso espera junto ao bar por um convidado especial: representa a Organização para a Libertação da Palestina. Quando o vê entrar, o terrorista dispara quatro tiros e foge. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

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